sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Beijo

Sabe beijo de língua?
Aquele com os olhos fechados, 
aquele que nos faz flutuar,
aquele que só você pode me proporcionar?...

Pensou naquele que nos inspira,
aquele que é de verdade,
aquele que é doce e não nos traz à realidade?
Aquele mesmo que arrepia e deixa vontade...

Sabe aquele beijo que te ofereço porque te amo,
aquele me faz te querer a cada dia,
aquele que quando lembro,
sinto vontade de sair daqui e te encontrar aí?

Sabe aquele beijo?

Te amo

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Finados

O dia de finados, dia dos mortos é hoje. Essa data, quem comemora é a poderosa igreja católica. Não tenho religião, entretanto, acredito em Deus. Sobretudo porque acredito que exista uma força muito superior que nos rege. Portanto, dedico esse dia criado pela igreja, para meu amado pai.
Sempre desejei escrever algo sobre o "seu" Elizeu, quando ele morreu, ainda tinha menos idade que eu. Posso dizer que hoje sou mais velho que meu pai, ele faleceu com 28 anos, deixou três filhos pequenos e uma esposa sem experiência alguma na vida para administrar a queda do bravo rapaz, um dos caçulas da família Batista.
Lembro com muita clareza e lucidez de meu pai. Eu tinha menos de 5 anos quando se fora. Lembro que um dia me ensinou a plantar caroços de mexerica. Lembro que brincava conosco antes de dormirmos, minha lembrança vai mais longe e consigo enxergar os dias que minha mãe esteve no hospital para dar à luz ao meu irmão mais novo (certa noite, sentamos juntos na cama e eu escolhi o nome do Saulo, prestes a nascer. Eles gostaram e assinaram embaixo). E, enquanto a dona Jussara estava no hospital, meu pai nos banhava, nos alimentava e nos colocava para dormir, a mim e ao Thiago, meu irmão do meio.
Meu blog será pequeno para falar de meu pai - neste momento minhas lágrimas caem..., meu coração aperta e meu desejo ter meu pai ressurge, como ressurge em alguns momentos que me sinto só. Mas tenho força para viver esta vida e falar sem problemas sobre ele, sobre sua morte, sobre nossas vidas até aqui.
O meu verdadeiro desejo é escrever um livro sobre minha vida, e meus cinco primeiros anos terão um capítulo muito grande, serão as lembranças que tenho do patriarca da família Batista-Martins. 
O desejo de citar meu pai aqui vem de alguns anos. Tudo o que escuto sobre ele, gravo na mente, vou arquivando. Todos, em uníssono, falam da figura dele como um bravo guerreiro brasileiro que nunca fugiu das batalhas. Um gigante que tinha o corpo ferido para garantir o sustento da família, levando mercadorias em sacolas, carregando-as nos ombros pelas alças, para vendê-las nas ruas. Foi assim que ele começou.
Um cara que ainda me serve como exemplo para minhas conquistas. Um Batista que nasceu pobre, nasceu discriminado, venceu barreiras e batalhas, constituiu sua família, amava a pátria paulista - tenho sua bandeira até hoje, emoldurada -, tombou, mas tombou de pé. Ninguém poderá sujar a alma de meu pai, sobretudo porque nasceu honrado, e morreu honrado.
Ainda tenho sua face em minhas lembranças, ainda choro por desejar sua presença, ainda sou inconformado por não tê-lo conosco. Mas o Universo sabe o que deseja, sabe porque estivemos, permanecemos, partimos desta grande roda gigante e azul. E nós, meros mortais, não temos o direito de tentar entender. O Universo nos rege.
Portanto, o dia de hoje vai em lembrança à memória de meu pai. Que Deus o tenha em seus braços, e que meus dois pais olhem por mim e por minha família. É o meu desejo desde sempre.

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Hard Core

E quando olho para trás, vejo quando eu era garoto, pulando nos shows de hard core, pulando com amigos, abraçando os desconhecidos, pulando no mosh, curtindo o som que fez mudar meu estilo de vida. Quando mais novo, shows, cerveja, churrasco, hard core, música boa, unia minha galera e saíamos por aí para festejar e pular, uma banquete para a minha alma. A melhor parte era entrar na roda pro pontapé. Como era bom...
Hoje, um pouco mais velho, nada mudou. Meu som ainda é o mesmo e não mudo por nada. O hard core me faz pular, me faz voltar às lembranças boas da era moleque.
Estive no show do Dead Fish na quarta, 17. Toda a minha lembrança voltou à tona. E pulamos, dançamos, porque quando se entra na roda de bate-cabeça, você dança mesmo. E se não estiver atento, vai rolar, e, se rolar, tem sempre um que te estende a mão e te levanta. Isso é a prova do público hard core, que eu sempre respeitei e admiro.
Dead Fish dispensa comentários. Performance do caralho. Show foda. E o contágio do palco passa à plateia.
E sabe o que me impulsiona neste momento? Estou ouvindo Raimundos. Uma das minhas bandas prediletas. E a batida é forte, é rápida, é Raimundos, porra.
Lembrando tudo isso, vivenciando tudo isso, agradeço aos céus, ao Universo pelo gosto musical que entrou na minha vida e nunca vai sair.
A emoção é grande...      

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Suco de abacaxi

Minha infância foi a melhor parte da minha vida. Tive amigos, brinquei, roubei goiaba do pé, beijei as meninas da minha rua, minhas primas, briguei na rua, pulei muros, joguei video game (apesar de nunca ter tido um Atari), assisti aos filmes da "Sessão da Tarde", apanhei muito da dona Jussara, vixi, muito mesmo...eu era muito arteiro, aprontava demais. Tive coragem de matar os pintinhos e um galo da tia Julieta, que Deus a tenha, é, essa parte não é legal...Mas alegro-me em reviver toda essa parte gostosa da minha vida. Foi tudo muito mágico, muito real, muito divertido.
Apesar de lembrar de todos esses momentos com ternura, carinho e saudade, uma única coisa me leva para aqueles dias e momentos, tomar suco de abacaxi. Eu consigo tomar gole por gole e sentir as várias fases de minha meninice.
Comi chocolate, tomei outros sucos, comia a massa que a minha mãe fazia quando eu chegava da escola, mas nada consegue suportar o gosto do abacaxi, do suco de abacaxi no almoço de domingo. E com o suco vem os dias lindos, com céu azul, sol forte e brincadeiras. Lembro que sempre éramos servidos por uma mesma jarra grandona que minha mãe tinha em casa, uma jarra marrom, meio avermelhada, grande mesmo, larga, de plástico, penso que era a tendência da época, alguns podem lembrar.
E nos meus almoços de hoje, na rua, pelos restaurantes da vida (isso quando não levo marmita), peço sempre um suco bem geladinho de abacaxi. Não porque é gostoso, é para chegar mais perto da minha infância, dos meus segredos remotos, dos primórdios da minha vida. 
Contudo, somente os poetas conseguem tirar leite de pedras, trazer do fundo da alma, sua experiência nesta vida, palavras, poesias, ideias que tocam os sentimentos alheios. Eu fico com os poetas, porque sempre trago comigo momentos como os deste texto.
E não abuso muito do suco de abacaxi, pois tenho que viver o hoje também, ter lembranças do hoje daqui há vinte, trinta anos. Mas que é gostoso sentir tudo isso, é. 
Por favor, um suco de abacaxi na mesa 28!

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Aos pares

Como um Agapornis, encontrei você
Ele vive aos pares, para sempre perceber
Que o seu amor está ao lado
Vivendo junto, até adormecer para sempre

Se queres saber sobre o que é o amor
olhe para o alto e perceba um casal de Agapornis
que viverá para sempre fiel
É a necessidade de ter alguém ao seu lado

Se ficar sozinho, morrerá aos poucos
solidão, meu caro, solidão que mata devagar
Solidão que te consome por dentro
solidão que acabou quando te conheci

Vivendo como um Agapornis, te quero hoje, amanhã, depois, depois...
Imaginando a força da atração, hoje quero ser somente um Agapornis
Pois encontrei um outro Agapornis
que solitário, comigo não estará, voaremos juntos

Venha voar comigo

Venha conhecer o que está dentro do meu coração
Saiba que sozinha não está
Penso em ti, olho pra ti, sorrio pra ti, somente pra te conquistar

Somos um casal de Agapornis

Um bico vermelho, um coração
penas coloridas, atração
asas abertas, muita emoção

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Uma Flor, um olhar, um beijo...

Posso confessar? Nunca havia sido assim. E por mais que eu tente lembrar de algo extraordinário que tenha ocorrido em minha vida, nenhuma lembrança chega aos olhos brilhantes que você me causa.
Já falei sobre o riso, já falei sobre sentimento, já mencionei a dor, a compaixão, o perdão e o amor. Sobretudo para acalentar meus sentimentos ocorridos e fugir da realidade.
Hoje, a realidade não é medida pelo que vejo. A realidade não se mensura em quantidade. A realidade se multiplica em ações, carinho, ternura, flores, beijos...
A paixão é maravilhosa, estou apaixonado, entrego-me a ti. E por mais que Clarice diga que o que sente não tem nome, eu grito e vou ao seu encontro, afirmando que o nome é o que menos importa, o rótulo é o que menos desejo enxergar.
Neste exato momento penso em ti e sonho contigo. Enquanto outros tantos milhões decifram seus sentimentos, eu insisto em dizer que o sentimento não está ligado a nós, ele caminha sozinho. Sua força e sua luz permanente, nos faz transbordar. Temos um contrato com o sentimento, que nos faz feliz e nos mostra que é possível viver, basta enxergar o que ele, o sentimento, nos avisa o tempo todo.
Falar de flores é lindo. Sentir o cheiro delas é melhor ainda. Compartilhar a existência das flores do meu jardim, sendo que o meu jardim é você, é estar cada vez mais perto de Deus. Sentir-se pleno, amar a vida, sonhar com você e estar com você, faz-me um ser cada vez mais único no espaço. Venha abraçar-me, venha beijar-me, deixe-me pegar em suas mãos, olhe no meu olho, sinta minha voz, estou do outro lado, logo ali na Mooca. Quero você pra mim, certo de que foi ontem que te conheci, mas nossas almas se conhecem há anos. Sente o que digo?
E por mais que seja sigiloso falar de você, saiba que o mundo é pequeno para ouvir seu nome. Ouvir o quanto você me faz feliz. 
Conquistar a mais bela Flor do meu jardim, e obter dela o mesmo sentimento que emano. E se a distância nos separa, não importa, logo você estará ali, no portão de casa, dizendo-me "oi, cheguei, estou com frio..."

sábado, 1 de setembro de 2012

102 anos de Timão

"Corintianos, Apostólicos, Romanos...", já dizia Tião Doente, do Lance!
Eis-me aqui mais um ano para homenagear o time do povo, o Coringãoooo. Hoje, com cento e dois anos, o Timão está mais maduro e ativo do que nunca. Hoje, o Corinthians mostra porque é um time Grande, porque é um dos melhores times do Brasil Tupiniquim. Mostra, com toda a certeza, que um time gigante como Tú, Corinthians, não se faz da noite para o dia. É um processo que o embeleza, que arrasta multidões, que as atrai, também. Foi um processo longo para chegarmos até aqui. Esse processo não se dá nos "tapetões" da vida. Esse processo é na raça, é no grito do décimo segundo jogador, é no suor, é a paixão ao manto negro sagrado...
Vivemos de Corinthians. Vivemos de emoções que se transformam em glórias. Ter glórias não é para mostrar aos "anti" que somos melhores. As conquistas falam por si. O amor da Fiel ao Timão não se compara. Não tentem imitar, será falseado.
Amar o Time da Rua São Jorge é como esta crônica, só sentindo cada momento, cada letra colocada, cada suspiro de gol, cada grito entoado, cada defesa, cada Gooool. Ser Corinthians é ser grande no passado e maior ainda no futuro.
Estas palavras são para o maior time do mundo. 
E o grito de Campeão estava enroscado na garganta, como poeira que entra sem uma gota de água por perto. 
Hoje posso dizer que sou mais um dos Campeões da Libertadores. Hoje posso dizer que somos invictos. Hoje estamos Libertados. Mas não para mostrar aos que não gostam de nós. Nossa existência os abala. 
Parabéns, meu Coringão. Hoje, ontem e sempre será o maior time que o Universo conheceu.
Sou louco por Ti, Meu Coringão.
E pelo Brasil inteiro, aqui tem um bando de louco, louco por Ti, Corinthians!

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Assim está bom pra você? Pense bem!!!

De repente, apenas dividir sua vida não era mais necessário. Era preciso dividir o corpo... Houve um tempo em que persisitir na companhia alheia, companhia essa que lhe era muito peculiar, trazia planos para ambos os cérebros. Constituição de família, um lar, filhos.
Planos são para serem traçados, vivenciados, compartilhados e desfrutados. Quando eles vêm, são gozados para dar espaço a novos objetivos. Entretanto, planejar unilateralmente, não é o problema. O problema vem quando as ideias são perdidas por espasmos, por corpos esculturais, por sexo, por ideias que somadas ao passado, enganam-se no cotidiano diário.
Entregar-se a um corpo alheio, desconhecido e amar esse corpo, acontece a todo momento. Qualquer um que assiste novelas vê, tem muita gente avulsa no mundo.
A vida para, quando vivenciar o sexo e escolher o alvo, passa a ser comum, desnecessário. A partir desse momento, o corpo apenas compartilha, momentâneamente, o sentimento de gozar, literalmente, o prazer da troca de sentimentos. Sobretudo se uma vida é divida não só com um corpo, mas com três corpos. Será o Pai, o filho e o Espírito Santo? Um dia saberemos...
Dividir, remete à multiplicação, multiplicar carinho, sentimentos, causas e afins. Dividir, na terceira pessoa do plural, começa a ficar preoculpante, pois a sombra se perde, o ser não é mais mesmo, torna-se um único imbecíl. Um alguém que vegeta a carne humana, procurando corpos para se divertir e achar que aquilo é a felicidade. Ora, que bobagem, isso não é felicidade. Feliz é quem se ama. E amar-se, está longe de ter sexo a qualquer momento.
Assim está bem pra você, humano, ser criado por Deus? Acho que não... sua vida é você quem traça. E o seu traçar está errado. Pense um pouco no que há de anormal em sua vida. Pode ser?
Muito obrigado...

segunda-feira, 9 de julho de 2012

Honra e Glória ao Espírito Revolucionário de 1932

Pela lei e pela ordem
Um lema adotado ao deixar o lar
O soldado partiu
Com a missão de São Paulo salvar

Salvar também o Brasil
que não merecia uma ditadura
o povo nas ruas devia gritar
Morte a quem nos torturar

O manifesto MMDC já nasce grande
deitaram para a causa expor
as divisas interioranas defender
Para um "São Paulo dentro de um Brasil maior ainda" florescer

Em março, o paulista gritou
Em julho, a causa Constitucionalista abraçou
gritando, chamou o resto do Brasil
Mas somente Mato Grosso ouviu

Minas Gerais, no último instante recuou
Rio de Janeiro, a capital brasileira, sobretudo, legalista ficou
o sul brasileiro subia o mapa pra combater por Getúlio
Os paulistas defenderam, brigaram, morreram...

E tudo isso há 80 anos aconteceu
Lembra-te dos soldados que por São Paulo tombaram
Ame São Paulo
E demonstre a democracia erguida

No mausoléu seus corpos descançam
"Tudo-por-São Paulo"
Amai o 9 de julho
Hoje e pelo resto de tua vida

Paulistas sois desde o ventre
Honra e Glória ao Espírito Constitucionalista de 1932

terça-feira, 26 de junho de 2012

Educação

Brasil! Quando este grandioso país territorial foi colocado na rota mundial da economia global, digo, como um país consolidado, constituído, com leis próprias e capaz de travar belas lutas com outras nações mais fortes, um país que venceu ditaduras, que pintou a cara para impor a democracia no brilho dos olhos tupiniquins, que tem forças em suas veias trabalhadoras, que precisou descer todo o mapa, pendurado no pau de arara, que apanhou para aprender, mas bate para sobreviver e levar seu pão à mesa, pensou-se somente no momento, ou nem isso, talvez a rota era somente uma aventura, e quem lutou para o eixo se firmar, não entendeu que ali nasceria uma revolução, era preciso somente alimentar a mudança.
Quando brigamos para a democracia voltar, se é que ela um dia existiu, deveríamos brigar pelo país, não somente pela minuscula parcela burguesa das universidades públicas, que formava verdadeiros pensantes. O legado foi infeliz ao escolher somente um lado e quebrar as pernas de quem nasceria anos à frente. A deficiência que temos na educação brasileira vai continuar e isso não vai mudar. Nossos comandantes, herdeiros dos generais de outrora, lutaram para ter um país utópico. Lutaram somente para beneficiar-se. Para tirar a ditadura de seus calcanhares e sobreviver exilados para voltarem e serem ovacionados.
Pois bem, o Brasil conseguiu ser a sexta maior economia mundial. Conseguiu fixar parcerias importantes para importar e exportar. Entretanto, o comando está nas mãos dos filhos de quem lutou para mudar a cena brasileira de opressão vivida em décadas passadas. Nunca antes na história deste país fomos tão longe e tão bem vistos pelo mundo, até um campeonato mundial de futebol teremos...de novo...
Hoje e sempre não será necessário dar educação à população, não é justo ensinar a somar o filho do Raimundo que nasceu no interior do Piauí, não nos cabe ensinar concordância e ciência ao paulista que nasceu logo ali, não é bom abrir os olhos dos pequenos 15 milhões de estudantes das redes públicas, "eles podem tomar nossos lugares, e não queremos perder o elo da corrente, afinal, lutamos por isso....". "Não há mudança, somente alternância de poder", como diz o Dead Fish. Os Paralamas do Sucesso também não ficam de fora: "livro pra comida, prato pra educação...", lembram-se dessa? Só estradas não é o suficiente, precisamos de saúde, educação, trabalho, mas devemos aprender a aprender.
Há anos ouvimos que 1968 marcou uma mudança social no mundo, começando pela França e chegando aos países sul americanos. Tivemos grandes educadores, pensadores, ensaístas, situacionistas, intelectuais brasileiros que gritavam para as rosas e calavam os cálices. Eles tentaram... e naquele momento não havia tanta tecnologia para gritarem mais alto do que podiam. Os recursos eram escassos e não faltavam-lhes peito para brigar. Mas por quê temos tanta tecnologia hoje e uma mudança social não é mobilizada para haver uma revolução nacional na educação? Por quê a voz de apresentadores que se dizem envolvidos com ações sociais não move moinhos? Será que é porque seus filhos irão governar o país dos próximos anos e não querem os filhos do Raimundo por lá?
É, a coisa é mais sério do que eu pensava. Mas nós temos o Facebok, ele dá conta da mundança. Afinal, sou uma pequena voz dentre vocês, 190 milhões de Raimundos.
 - "Tirar minha bunda fétida da minha poltrona carcomida não fará bem aos meus trinetos. Eles precisam de um futuro promissor, meu caro!"
 - Mas seria legal sentir uma mudança acontecer dentro de quinze anos. Sempre que devolvermos o lixo para os USA, das nove às seis....

domingo, 3 de junho de 2012

Tributo à Legião Urbana

Mais uma vez Renato Russo nos surpreende! Mesmo depois de dezesseis anos de sua morte, um tributo à emblemática, sensível e única Legião Urbana aconteceu. O que foi ao ar nos dias 29 e 30 de maio de 2012 ficará para a história.
A MTV, juntamente com Wagner Moura e os dois legionários remanescentes Bonfá e Dado, trouxeram à Legião Urbana, nós, exatamente como o Renato dizia, que nós somos a verdadeira Legião Urbana, um show maravilhoso que nunca mais deixarei sair de minhas lembranças.
Lembro-me de minha infância, naquela época as rádios tocavam as músicas da Legião, e, hoje, percebo que algumas músicas foram capazes de me formar e dar um pouco do que sou agora. Renato Russo, Bonfá e Dado tinham a sensibilidade de tocar os corações e trazer pensamentos como os meus às pessoas. Não temos que entender tudo isso, devemos sentir. Sinto até hoje o poder de transformação das músicas e a atualidade que elas têm.
Claro que Wagner Moura nunca será um Renato Russo, nem era esse o propósito. Mas o cara, como artista que é, mandou muito bem. Senti que ele estava meio confuso no ínicio do show do dia 29, mas depois que tirou os fones do ouvido e percebeu que poderia se localizar pelas caixas frontais, entregou-se, a emoção foi passada como é em seus filmes. O cara demonstrou que faz parte de uma legião de fãs que nunca esquecerão a melhor banda brasileira de todos os tempos.
O que realmente levarei desse show é a sintonia que Dado e Bonfá tiveram, afinal, eles ainda são da Legião Urbana, mesmo que Bonfá diga que a Legião não existe mais, mas desculpem, eles estão vivos e nos transportaram para as décadas passadas, quando a Legião reinava...hoje reina em nossos corações.
O show que vimos foi de fãs para fãs. a concentração dos dois legionários me fizeram escrever este texto. Eu via nos semblantes deles a dedicação e o empenho. Percebi que cada música saia da alma. Foram mostradas a nós com carinho, muitas lembranças boas e saudades da Legião Urbana.
Contudo, lá em casa tem um poço, mas a água é muito limpa...que as águas passem por baixo da ponte, porque saberemos que as mesmas águas nunca mais por lá passarão. E essas águas nos tornaram diferentes quando por lá passaram.   

domingo, 20 de maio de 2012

Mudanças em meu Jardim

E depois de muito tempo, eu ainda passava pelo meu jardim e o via perfeito. Cada planta, com um sentimento, estava em seu lugar. As árvores em crescimento estavam lindas, floridas.
Mesmo passando quase que diariamente por lá, em alguns momentos eu achava que havia algo de errado. Contudo, eu cai no círculo viciante da comodidade, aquela sensação de que tudo estava bem e nada poderia ser mudado em meu jardim. Afinal, ele ainda era belo, eu o cultivava de longe e emanava pensamentos por ele. As flores brilhavam, o astro-rei passeava durante o dia, as formigas se alimentavam sob a terra e os pássaros o visitavam diariamente. Mas eu ainda tinha um sentimento de medo, uma repulsa cega pela mudança de algo. Mudaria o quê, se, afinal, está tudo lindo?
E foi nesse ponto que eu me enganei. Meu sentimento pelo meu jardim estava na mesmice. Olhar para ele apenas, tirar uma ou duas ervas daninhas de lá e estar sobre o jardim não eram atitudes de amor.
Eu também sentia que o sufocava, minha constate presença já não o alimentava. Não tínhamos uma reciprocidade calorosa emanada. Era tudo normal. Passar pelo jardim ficou comum. Eu olhava de cima para as flores, para grama e não me identificava mais, porém, sabia que queria ter um jardim. Mantê-lo ali era o importante.
Contudo, meu jardim ainda nos via unidos, ainda nos queria próximos. Há algum tempo, também pensei em mudanças. Meu jardim também percebera algo de errado e dialogou... A mesmice era o que nos corroía e, com toda a certeza, nos devoraria. Meu jardim seria apenas um amontoado de folhas secas, sem lembranças boas, maltratado, sem história.
Em uma das frias noites do outono paulista, meu jardim reclamou que queria mudanças e admitiria tais mudanças. Não impôs nada a mim, mas mudanças deveriam ser estabelecidas para que nos apegássemos ainda mais. A mesmice das vindas e idas pelo meu jardim não estavam agrandando sua alma. Não conversávamos mais, não dizíamos como foram nossos dias sem um ao outro. Não trocávamos reais sentimentos de cumplicidade, amorosidade e carinho.
Com todos esses sentimento que troquei com meu jardim, desabei em lágrimas e percebi que suas palavras atingiram diretamente no ponto da falha. As mudanças sempre serão bem-vindas ao cotidiano.
Depois de chorar e pensar em destruir todo o jardim que construímos, percebemos que nos amamos, que o que faltava era atitude e emoção em nosso relacionamento. Vejo que meu jardim está mais cuidado. Eu estou cuidando? Também! Mas meu jardim se renova a todo dia. Nossa mudança será para sempre. Percebi que eu floresço a cada dia depois que meu jardim me ajudou a mudar, a me emocionar a cada momento da nossa linda vida. Quero meu jardim lindo por todos os dias. Sei que cooperei para isso.

domingo, 13 de maio de 2012

Um Feliz dia das Mães

Por mais que as palavras sejam lindas, tocantes e emocionadas, homens jamais saberão o que é ter o título de mãe. Mesmo aqueles que são pais e mães para seus filhos.
Perdi meu pai com quatro anos, minha mãe foi meu pai e minha mãe. Ela soube ser meu pai, soube nos educar, a mim e aos meus irmãos, com forças tiradas do ámago, abaixo do poder de Deus, claro, que nunca nos abandonou.
Já brigamos, já nos machucamos, mas querer bem à minha mãe é o meu desejo desde sempre. Digo que ela é uma leoa, uma rocha que aguenta as ondas do mar batendo até hoje.
Para mim, todo dia é seu dia. Hoje é celebrado o dia dela para termos uma homenagem, um ponto de partida, uma lembrança, um ponto zero, UM MARCO.
Por aqui, sempre a chamamos de "madre", um carinho que temos desde pequenos, mas as mães podem ser chamadas de "mater" e "materque", em latim, que mesmo assim terão a essência que uma matriarca emana.
Que o dia de hoje seja repleto de amor para as mães, para aquelas que serão mães e para a minha mãe, a dona Jussara, que é avó e adora ser chamada de "vovó Jujú".
Um beijo para todas!

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Dia do Trabalhador

A Internacional (em francês: L'Internationale) é um famoso hino socialista, sendo também uma das canções mais conhecidas de todo o mundo.
A letra original da canção foi escrita em francês em 1871 por Eugène Pottier (1816-1887), que havia sido um dos membros da Comuna de Paris. A intenção de Pottier era a de que o poema fosse cantado ao ritmo da Marselhesa. Em 1888, Pierre De Geyter (1848–1932) transformou o poema em música.
No Brasil, A Internacional é interpretada pela banda de punk rock paulistana Garotos Podres, em seu disco de 2003,  Garotozil de Podrezepam.

A Internacional

De pé, ó vitimas da fome
De pé, famélicos da terra
Da ideia a chama já consome
A crosta bruta que a soterra

Cortai o mal bem pelo fundo
De pé, de pé, não mais senhores
Se nada somos em tal mundo
Sejamos tudo, ó produtores

Bem unidos façamosNesta luta final
Uma terra sem amos
A Internacional

Senhores, Patrões, chefes supremos
Nada esperamos de nenhum
Sejamos nós que conquistemos
A terra mãe livre e comum

Para não ter protestos vãos
Para sair desse antro estreito
Façamos nós por nossas mãos
Tudo o que a nós nos diz respeito

Bem unidos façamos
Nesta luta final
Uma terra sem amos
A Internacional

O crime de rico, a lei o cobre
O Estado esmaga o oprimido
Não há direitos para o pobre
Ao rico tudo é permitido

À opressão não mais sujeitos
Somos iguais todos os seres
Não mais deveres sem direitos
Não mais direitos sem deveres

Bem unidos façamos
Nesta luta final
Uma terra sem amos
A Internacional

Abomináveis na grandeza
Os reis da mina e da fornalha
Edificaram a riqueza
Sobre o suor de quem trabalha

Todo o produto de quem sua
A corja rica o recolheu
Querendo que ela o restitua
O povo só quer o que é seu

Bem unidos façamos
Nesta luta final
Uma terra sem amos
A Internacional

Nós fomos de fumo embriagados
Paz entre nós, guerra aos senhores
Façamos greve de soldados
Somos irmãos, trabalhadores

Se a raça vil, cheia de galas
Nos quer à força canibais
Logo verás que as nossas balas
São para os nossos generais

Bem unidos façamos
Nesta luta final
Uma terra sem amos
A Internacional

Pois somos do povo os ativos
Trabalhador forte e fecundo
Pertence a Terra aos produtivos
Ó parasitas deixai o mundo

Ó parasitas que te nutres
Do nosso sangue a gotejar
Se nos faltarem os abutres
Não deixa o sol de fulgurar

Bem unidos façamos
Nesta luta final
Uma terra sem amos
A Internacional

quinta-feira, 26 de abril de 2012

A Mente

Se o ser é não ser
então eis a questão
Para poderdes ver
e jamais julgar existir em vão

Na mente uma vírgula surge
indo ao encontro da solidão
Mas que ponto é esse que ruge,
traindo-te, como se colocado com a mão?

A permissão quem dá sois vós.
numa mente sempre inquieta,
como pode haver dúvidas que a calarão?
ainda ontem criou um lindo poema, então

O tempo passa mui rapidamente
esfriando as palavras do coração
uma outra vírgula pressente
todas as palavras que vêm à mente

Na vaguidão dos dias nublados
as letras formam palavras, um amontoado
quatro versos sobem do coração
sabendo que a mente não está só
terminando o poema, então

sábado, 31 de março de 2012

Mãe, uma palavra...

Mãe, o maior ser que Deus criou para habitar a Terra
sua alma é plena, linda, amorosa
Ser mãe é ter instintos, é ouvir, falar e compartilhar-se
Ser mãe é acolher cada um dos seus como palavras em prosa

Ser mãe não é padecer no paraíso
sobretudo porque o paraíso é ter filhos
a felicidade de uma mãe é banhar sua cria
olhar nos olhos do pequeno e sentir o amor divino

Quando o umbilical é exposto, vindo das entranhas da emoção
surge um gigantesco fervor com o nascimento
um cordão rompido jamais separará dois batimentos
a mulher vira mãe, expõe as garras e protege com o coração

Preocupações diárias não impedem uma mãe de pensar em sua cria
é necessário trabalhar e ficar longe por instantes
mesmo separados, depois de anos
o sentimento materno ainda é igual desde sempre

Para uma mãe, palavras não são necessárias para chamá-la
toda mãe deseja ser chamada de mãe um dia
mesmo que o filho não possa falar
o laço espiritual é muito forte para ser expressado em palavras

O coração instintivo de uma mãe, homens nunca terão
a ligação dela com seu filho é o mínimo da existência Suprema
chegar em casa e sentir a falta que um fez ao outro
palavras nunca expressarão

Somente sendo mãe!
o maior ser que Deus criou para habitar a Terra

terça-feira, 27 de março de 2012

Legado 80's

Um dia o mundo caiu sob a tortura militarista de alguns governos. Esses governos renderam-se aos poderes bélicos existentes na época e devastaram famílias, cidades, sonhos, união, paz... Tenho certeza que as guerras não trouxeram conforto mental nem àqueles que comandavam os conflitos. Aliás, eram os primeiros a terem pesadelos e conturbações na alma. A guerra não é divina, eterna. Pode ser até a terceira pessoa do singular, mas não conjuga verbo, ah, não mesmo!: "ela matou" - mas quem a controlou? Quem a ordenou? Quem a criou? Quem se submeteu a ela? Ela mesma? NUNCA! A guerra foi e é estúpida. É controlado por um "eu" covarde, demoníaco, egoísta...
Anos correntes passaram por toda a esfera mundial. Lembranças amargas ficaram na mente de quem sofreu com as atrocidades das guerras. Contudo, após as guerras sangrentas, nas quais o Brasil também foi presente, surgiu a guerra ideológica da metade do século passado até hoje, - vou dar um foco no Brasil para não acumular ideias e não nos perder na história.
Após a construção de Brasília, no início dos anos 60, o Brasil se viu dentro de um golpe militar. Uma transição de governo brusca para um país que não teve sua independência conquistada por guerras, ocupações, ideologias etc. Os brasileiros não estavam acostumados a brigar por ideais e liberdade, salvo algumas particularidades como a Guerra de Canudos, Guerra Farroupilha, a Revolução Constitucionalista de 1932 entre outros conflitos. Foram esses acontecimentos que trouxeram ao povo brasileiro uma certa confiança de luta e "ideologia", bairrista, mas ideológica. Sobretudo, porque quando os militares tomaram conta do Brasil, em 1964, nossos guerreiros foram o povo da rua, os estudantes, pessoas que queriam um mundo diferente e socialista. Eles brigaram, foram presos, torturados, mortos e tudo isso durou mais de 15 anos. As décadas de 60 e 70 foram importantes para traçar um novo panorama ao Brasil e ao mundo.
E como nada nessa vida é para sempre, o golpe de 64 também não seria. Do final da década de 70 ao final da década de 80, o militarismo se enfraqueceu, dando uma nova cara à sociedade brasileira.
Os anos 80, os maravilhosos anos 80, que muitos que me conhecem juram que eu vivi tudo aquilo, exatamente por amar tanto assim aquela época, foram o responsável por estarmos hoje aqui. Por termos uma liberdade de todo tipo e forma, seja com conteúdo ou não. Mas simplesmente viver, e viver como uma democracia pede, dar voz à imaginação e voar, voar, subir, subir...
Para quem gosta de ouvir e contar histórias, assim como eu, conhece mesmo o seu próprio passado, vive o presente e emana um futuro lindo como a nostalgia pede, sente que hoje é o que os anos 80 deixaram. O que somos, deriva de pessoas que desejavam a liberdade acima de tudo. Mas a liberdade do mundo, porque elas mesmas podiam morrer, mas sabiam que uma Liberdade viria.
Hoje temos a tão sonhada liberdade e a deixamos sozinha, só lembramos dela quando somos presos, hoje temos um Estado democrático de direito, com uma constituição o regendo, e ainda agimos como ratos de laboratório de alguns partidos políticos, que usurpam do "voto democrático", oferecendo dinheiro em troca de favores na urna eletrônica no dia da eleição, hoje temos uma mulher nas alavancas do grande palco Brasil, e, ainda assim, fazemos as mulheres sentirem-se submissas, maltratando o ventre da pátria-mãe gentil.
Hoje tenho a liberdade para exercer minha democracia e a amar o legado dos anos 80, nós mesmos. Uma história que ainda não acabou.

terça-feira, 20 de março de 2012

Atos inconsequentes!

Para arrepender-se de atos que trazer-te-ão consequencias quase que graves, basta cometê-los agora!
Serás imaturo quando não pensares antes de agir.
Sereis mais um anônimo igualitário neste mundo redondo que o abriga, sobretudo porque sereis imagem e semelhança dos demais não pensantes que agem por agir, sem dar conta de sua existência.
Abrigarás um vão enorme entre tú e tua consciência.
Temerás sair de tua casa para pordes os pés na rua.
Para que não mais tenhais medo de si, quando agirdes de forma errônea, pensais no futuro de tua vida
Poderias, hoje, não ter um braço, graças à imaturidade oferecida ao teu ato inconsequente, gratuito à sua ação ibecíl de ontem.
Quando o astro-rei tomar conta dos céus de todo o mundo na manhã de amanhã, que os nossos atos sejam diferentes.
Assim, pensemos somente em nossas vidas antes de agir.
Que o Universo conspire...

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

De repente...

Quando perceberam, um beijo aconteceu
Foi roubado e o Universo quis que fosse ousado
De repente, ele tocou na face dela e fecharam os olhos
Logo, suspiraram ao sentir um a boca do outro
Uma vontade incontrolável floresceu

Nunca se imaginaram juntos
Ao anoitecer, o incomum tornou-se próximo e atraente
Cheiro, cerveja, gosto, prazer e sedução os dominara
Um beijo único os transportava...

Com o raiar do astro-rei, os pensamentos estavam mais calmos
Mas a vontade era a mesma
Vontade de começar tudo novamente
Ele foi embora pensando na noite passada

De repente, o coração bateu mais forte
E passou uma semana, contudo, e o pensamento ainda era fixo
era no trabalho, era em casa
era no litoral, era na estrada que ela estava em seus pensamentos
A vontade era tremenda e desejada

Um encontro gostoso no meio da semana foi planejado
A vontade ainda era a mesma depois de quinze dias
O que era incomum, de repente, tornou-se forte demais para ser simples assim
Era paixão, meu caro! Foram surpreendidos pela paixão

O gostoso do encontro logo foi desfeito por terem que se separar
A separação se deu por não saberem lhe dar com essa explosão
E choraram, acariciaram-se e despediram-se. Ele não olhou para trás
No meio do dia o coração dele bateu aos mil por hora: "Quero essa paixão", indagou ele

À sua amada mandou mensagens, ela não retornou
Aflito ele ficou por instantes
Ligou...
Ela não atendeu

Quando voltou às suas atividades, ela ligou de volta
Porém, ocupado, ele disse que retornaria
Ao final do dia ela não se aguenta e liga
Ele, sublimemente, a pede em namoro

Os dois emocionam-se ao telefone
Ela, com charme, diz que vai pensar
É claro, elas mandam no mundo
De repente, dois dias depois passam num piscar de olhos
É dia de se encontrarem. Uma linda e gostosa noite os aguardava

A paixão foi grande e percebida da melhor forma possível
Mas paixão tem prazo de validade
Ou ama-se em seguida, ou odeia-se logo após
Contudo, não machucaram-se

Eram muito grandes para serem um só
Só, nenhum dos dois está
Eles se amam, hoje, fraternalmente
Uma amizade colorida? Hummm, quem sabe?
Eles se entedem!

É gostoso descobrir desenho nas nuvens com você!

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Esses Latinos?!!

Venho tendo contato com pessoas diferentes há algum tempo. Posso dizer que já tive preconceito com este ou aquele ser, somente por ser diferente de mim. Sobretudo porque eu era ignorante, tinha ausência de um conhecimento para encarar e aceitar o contrário de mim, seja esse contrário o que for. Ainda tenho algumas barreiras a serem quebradas, todos temos!... e o que mais importa é ter a percepção de que você não está sozinho no mundo, logo, perceber, é ter a noção do que é certo ou errado.
Nunca tive contato quase que diário com argentinos, uruguaios, paraguaios e os mais menosprezados, os bolivianos, os chamados "latinos". Neste mundo corrompido por ódio, amargura, inveja e todo tipo de câncer malígno que mata o ser humano, pelo complicado motivo de querer ser mais que os seus semelhantes, as pessoas acabam não vendo o que de melhor a oferecer o outro tem. E esse discurso de que "não faço com o próximo o que não quero para mim", deveria ser mais praticado em seus mais enraizados sentidos, pois somos todos irmãos. Falar é fácil, agir é um pouquinho diferente de suas lindas palavras! Exige percepção, olha ela aí de novo!
Hoje posso dizer que os bolivianos são o povo mais amoroso que já conheci. São pessoas sofridas que vieram ao Brasil tentar uma vida diferente da que levavam em sua nação-mãe. São pessoas que sofrem lá e sofrem aqui também, porque são entendidos como escravos. E como não têm escolha, submetem-se às mais humilhantes atividades que existem, graças à mente "brasileira" de alguns coreanos e árabes que tentam dominar o mundo.
Essa cultura de menosprezar os "latinos" é a mais incompetente falta de percepção que já vi. Como eu já disse, já olhei para os bolivianos com desprezo e arrogância. Hoje os vejo como irmãos capazes de gerar a economia de meu país também. Minha parte estou fazendo, mas eles também precisam de dinheiro, não é verdade?
Para quem não sabe, a palavra latino vem de latim, exatamente. Latino é a derivação dos povos que habitavam a  Roma Antiga, onde se falava o latim. Com o passar dos séculos, formou-se a segunda geração de latinos, tais como: franceses, italianos, portugueses, espanhóis, entre outros. Mais anos à frente, nascemos NÓS, a população da América do Sul, os Sul-Americanos. Ou seja, somos todos LA-TI-NOS. Sobretudo porque  nos caracterizamos por nossa língua e nossos ancestrais, que são os romanos da Europa Central. Precisamos ter em mente que somos diferentes um dos outros, isso é fato, temos hábitos diferentes em relação a este ou àquele, portanto, o respeito à cultura alheia é a melhor forma de convivência que existe. Desrespeitar uma cultura é sobrepor a ela. E nehuma cultura é melhor que a outra, são DI-FE-REN-TES, e isso é muito válido.
O problema não é chamar alguém de latino ou boliviano. O problema é usar a palavra latino com inferioridade a um irmão que mora aqui do lado.
Pense bem antes de rebaixar alguém com palavras e atos. Sobretudo se não tens um conhecimento profundo sobre o que pode falar. Mesmo que tenha um conhecimento, somos derivados um do outro, somos irmãos, compartilhamos este globo azul.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Com cem anos hoje...

"Tenho o dobro da idade que tu tinhas quando eu tinha a idade que tu tens. Quando tu tiveres minha idade, ambos teremos noventa anos. Que idade eu tinha quando tu nasceste? Apesar de eu nunca morrer, sempre estarei em teu coração. Com cem anos hoje, estou mais forte que quando tinha a idade que tu tens."

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Feliz Aniversário, São Paulo!

Uma grande homenagem à cidade de São Paulo faço hoje, nesta data querida, 25 de janeiro de 2012. Uma doação que recebi do SESC SP, Belenzino, e mostro com o maior carinho e respeito a todos que me acompanham e  aos que me ajudaram a conseguí-la. Apresento a bandeira da capital de São Paulo. Mais ou menos em meados de Junho do ano passado, 2011, passava eu pelo SESC Belenzinho, bem perto de casa e me odeparei com o pátio das bandeiras. Há um bom tempo vinha admirando a bandeira da capital. Admirando para me apaixonar por ela como sou apaixonado pela história que a bandeira do estado carrega. A minha admiração pela bandeira da capital começou quando eu passei pela prefeitura certo dia e fiquei vendo-a tremulando linda sob um céu azul e um dia maravilhoso de sol forte na cidade. Vendo a bandeira no pátio do SESC, fui fixando ideias: por ser da capital, por que não a tinha em meu acervo e por um motivo que me moveu para conseguir esta que veem hoje, a primeira bandeira hasteada pelo SESC, em sua reinauguração, dia 04 de Dezembro de 2010. Caso eu não a tivesse, posteriormente, seria queimada pelo Corpo de Bombeiros no dia da bandeira, 19 de Novembro.
Enquanto eu viajava nessas ideias, perguntei para mim mesmo como conseguiria aquela bandeira que já estava rasgada por causa do tempo, pela chuva, pelo vento e carregava uma pequena história.
Após alguns contatos e dias de negociação por e-mail, recebi a grande notícia que meu coração aguardava, teria a bandeira da capital, do jeito que ela estava, rasgada, suja, com as pontas soltas e sendo a primeira bandeira desde a reinauguração do SESC Belenzinho.

Hoje agradeço ao SESC por ter proporcionado essa conquista: ao Claudio da administração, ao Edmilson, chefe do departamento, à Fátima, gerente do GOP, na sede do SESC, ao Robson, à Cris, gerente da infraestrutura, a todos que foram muito educados e me receberam muito bem por todas as portas pelas quais entrei.

Meu muito obrigado, pessoal!

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

BBB: Big Mediocridade Mental Brasileira

Desculpem os que me leem, mas não dá para engolir esse programinha de merda que teima em estar no ar. O BBB, Big Brother Brasil, é um lixo mental, sensacionalista, usurpador e sem acréscimo nenhum à sociedade como um todo. Mas só está no ar até hoje por um motivo simples e preocupante: existem milhares de brasileiros que são medíocres o suficiente para assistir todo dia essa porcaria que mexe com suas mentes, financiando uma destruição mental em massa. 
De tanto ouvir por aí o que acontece lá dentro daquela imunda casa, acabo sabendo de algumas coisas. E, puta que o pariu, que coisas cabulosas que alguns cérebros brilhantes gostam de comentar. É impressionante como esse programinha consome a mente das pessoas. Ao invés de terem uma consciência questionadora e manifestar uma discussão sobre o que deve-se melhorar no Brasil, preferem balbuciar festa e brigas do programa passado.
E, pasmem, o que mais ouvi de domingo pra cá foi aquela cena ridícula, diga-se passagem, que envolveu duas pessoas lá de dentro.
Bom, minha crítica indignada, dessa vez, não vai 100% para o povo que colabora para termos mais porcarias na TV mas, para aquela televisão maldita que transmite o programa.
Ao mostrar as cenas de um casal lindo em atos sexuais, a Globo teve a coragem de aguardar um tempo danado para se pronunciar, ou seja, se tivessem roubando ou matando, o resultado seria o mesmo. Não me venham falar em análise disso ou daquilo. O programa e sua essência televisiva transmitem um mix de falta de respeito ao povo com aproveitamento do intelecto alheio acostumado a ser iludido.
Senhores, se tem gente da direção observando aquela casa o dia inteiro, porque diabos uma punição vem 48 horas depois? Não entendo, pessoal!! é difícil mesmo de compreender, juro! Porque não agir na hora do acontecimento negativo e evitar? Mas, não!! "Queremo a audiência", "depois de matar, perguntamos quem é!!"  Tolos!
A Globo cooperou, foi cúmplice, acobertou e incentivou os atos, assim como incentiva por meio de toda a sua programação. 
O BBB não é didático em nada para a sociedade em crescimento, os adultos, os velhos e todos nós brasileiros. 
Odeio a Globo e sua falta de humanismo. 
A Globo está cometendo um crime e não há ninguém que possa fazer alguma coisa para impedir. Deve ser por isso que crianças passam de ano sem precisar estudar. Exatamente para serem enganados e haver uma lavagem cerebral.
A mediocridade mental brasileira só será acabada quando não mais dermos atenção ao ridículo, ao absurdo, à falta de informação e ao sensacionalismo. Mas isso vai demorar para acontecer. Aliás, vai demorar muito, porque "a gente nem sabemos" escolher presidente, não é verdade?

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Página em branco

2012 é um novo livro nascente
Não se sabe o que será escrito ainda
É sabido, contudo, que o seu contexto vem dos livros passados
2012 será avaliado quando entendida a leitura

Essa leitura fará parte de uma vida que ainda não existe
Há muitos planos, mas planos têm seus altos e baixos
Caem para os ralos ou sobem rumo a uma montanha gigantesca
Vangloriando seus feitos terrestres, nunca sua alma

Depende do tamanho da tua força mental para querer um plano solidificado, firme, croncretizado, fortificado, fortalecido, desejado, amado, cultivado, apaixonado, esperado.

Planeje amar
Planeje amar-se
Planeje envolver-se
Planeje ajudar-se e agir, sobretudo!

Que os planos sejam expostos para confidenciarem um sucesso
Que o ano de 2012 seja escrito da melhor forma possível
Que o entendimento desse livro seja criado desde já
Que todos sejam felizes nesse raiar de sol

Que um soldado não fuja à luta
Que o brado retumbante seja alto
e os pedidos de socorro sejam atendidos
porque o mundo merece paz e amor

Ama-te e ama-te primeiro, antes de cometer o crime de ajudar sem poder ajudar
Ajuda-me a viver melhor, livro 2012!
Ajuda-nos a entender-te e amarmo-nos
Amar-te-ei, assim!

Amém