Posso falar o que eu quiser
Inclusive chamar sua atenção
Tudo o que escrever por aqui
Você lerá
Prometo te entreter
Um título chama muito para si
o texto pode não compreender
você também não
então, para que nos prender,
nessa emoção de descrever?
Continuo por linhas e mais linhas
tenho o que falar
mas a minha missão maior
é fazer você pensar
deixando meu contributo ao soletrar
Divago o que borbulha aqui dentro
dentro das linhas que completam minha mente
a mente é abstrata, claro
mas as palavras são completamente,
completamente raras
Continuando nesse caminho de palavras
ainda penso no título
mas, e pra quê um título?
para te entreter e não te fazer pensar?
não, essa não é minha missão
tenho muito o que divagar
Tenho as palavras na ponta da língua
Saem conforme penso nelas
Fica gostoso de mais essa brincadeira
Posso te ensinar como é feito
basta ter uma caneta, papel... deixar a emoção fluir
Mas, e pra quê um Título?
Para chamar sua atenção?
Talvez!
Sobretudo, porque você chegou até aqui
Deve estar rindo
Poxa, não tem fim?
Prefiro te divertir quando escrevo
As palavras estão viajando
Formando um corpo lindo
Fácil de ler
A partir daqui, você não vai esquecer
Pra quê um título bonitinho?
Só pra mostrar que posso encher um espaço?
Claro que sim
Por isso o título saiu assim
Um espaço que não acaba, não tem fim
Também faço nascer um título assim
Tão bonito quanto o corpo
Mas fazer você chegar até aqui
Com um título bonito ou pra quê um título?
é o que me faz sorrir. Teclando antes de ir... risos
Estou bem demente hoje
Penso, ajo, escrevo, teclo, saio sem rumo
num título que poderia ser um título
mas é bem melhor assim
escrever e escrever, sabendo que vou voltar
Tão forte quanto saí
Sabe quem sou eu?
Eu sou a ideia!
Tão forte quanto um título que não faz falta neste poema
Tá aí, divirtam-se!
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terça-feira, 14 de fevereiro de 2017
terça-feira, 10 de novembro de 2015
Escolhas
De repente, o mundo desaba. A catástrofe na vida, que diziam, aconteceu
Por um momento, plumas no coração, tornaram-se chumbo, ainda são...
E o tempo que vai passando, é testemunha da ausência sentida
Não, a vida não se encarregará da ausência permanente
Aliás, a própria vida e o senhor do tempo sabem o que fazer
Você poderia não ler as frases que saíram da alma
poderia não dizer onde estava, mas disse
poderia dizer tudo ao contrário, somente para sofrer em duplicidade
Não adianta, se você levanta, eu levanto
se você abre os olhos, eu abro também
se você sonha comigo, ah!, acabei de sonhar com você, conosco
se você passa por aqui, na estrada que sempre vos trouxe.
por aí eu sempre passei, passo, ainda passo....
e o desastre anunciado a algum tempo, ainda está fervendo...
Por um momento, plumas no coração, tornaram-se chumbo, ainda são...
E o tempo que vai passando, é testemunha da ausência sentida
Não, a vida não se encarregará da ausência permanente
Aliás, a própria vida e o senhor do tempo sabem o que fazer
Você poderia não ler as frases que saíram da alma
poderia não dizer onde estava, mas disse
poderia dizer tudo ao contrário, somente para sofrer em duplicidade
Não adianta, se você levanta, eu levanto
se você abre os olhos, eu abro também
se você sonha comigo, ah!, acabei de sonhar com você, conosco
se você passa por aqui, na estrada que sempre vos trouxe.
por aí eu sempre passei, passo, ainda passo....
e o desastre anunciado a algum tempo, ainda está fervendo...
sábado, 12 de julho de 2014
O cigarro
E isso já foi dito, " você a deixou de lado, vai pagar pela mancada, pode acreditar..."
Por quê diabos eu disse isso?
Porque não se larga uma mulher sozinha
Mulheres gostam de atenção
Gostam de carinho
Elas até te observam de soslaio
Mas querem sua presença
Protegendo-as
Amando-as
Você não saiu de perto dela para resolver algo sério
Saiu para dar atenção a alguém que te faz mal
Exatamente, o cigarro, o tabaco,
essa bosta que você coloca na boca te faz mal, seu merda
Sua mulher te ama, te admirou um dia
Mas cansou de esperar sozinha
Observando você fumar logo ali, no inferno
Trague, olhe pra ela. Ela vai sorrir, claro. Sobretudo por que o quer por ali
Não por admiração do momento
Você é louco? Não largue-a sozinha
Não a deixe nunca
O pior de tudo é você voltando com aquele cheiro maldito do capeta
Aquele gosto desgraçado na boca. Aquela língua podre e fétida
E a falta de ar
Porra, não a deixe sozinha
Lição de moral? Jamais!
Não a deixe sozinha
Você vai pagar mais caro do que paga no seu delicioso maço de cigarros
e ainda levará um troco
Já podem jogar-me as bitucas
Por quê diabos eu disse isso?
Porque não se larga uma mulher sozinha
Mulheres gostam de atenção
Gostam de carinho
Elas até te observam de soslaio
Mas querem sua presença
Protegendo-as
Amando-as
Você não saiu de perto dela para resolver algo sério
Saiu para dar atenção a alguém que te faz mal
Exatamente, o cigarro, o tabaco,
essa bosta que você coloca na boca te faz mal, seu merda
Sua mulher te ama, te admirou um dia
Mas cansou de esperar sozinha
Observando você fumar logo ali, no inferno
Trague, olhe pra ela. Ela vai sorrir, claro. Sobretudo por que o quer por ali
Não por admiração do momento
Você é louco? Não largue-a sozinha
Não a deixe nunca
O pior de tudo é você voltando com aquele cheiro maldito do capeta
Aquele gosto desgraçado na boca. Aquela língua podre e fétida
E a falta de ar
Porra, não a deixe sozinha
Lição de moral? Jamais!
Não a deixe sozinha
Você vai pagar mais caro do que paga no seu delicioso maço de cigarros
e ainda levará um troco
Já podem jogar-me as bitucas
quinta-feira, 29 de agosto de 2013
Falsa Representação
"...tenho algo a dizer, sempre que ouço os lamentos, de um continente que geme de dor, tão longe de Deus, tão perto do Tio Sam..."
... e os Garotos não estavam errados há mais de trinta anos.
Se o começo da vontade de expressar-se há trinta anos era difícil de achar um ponto de colocação no espaço, visto que ainda estávamos em decadência da ditadura militar brasileira, hoje, nessa falsa democracia, é pior ainda.
Pior, porque elegemos caras que não sabemos quem são, elegemos gente que aparece do nada, colocamos um alguém no poder sem condições mentais para exercer atividades, atividades muito bem remuneradas, por sinal, é por dinheiro e por poder que eles estão lá.
Elegemos por sermos obrigados a votar. Nos acostumamos, na verdade, a dizer sim para tudo, exatamente como vaquinhas de presépio. O povo escolheu um representante para estar lá, lá no interior de Goiás, lá no planalto central, lá, naquela "Casa da Mãe Joana", lá, onde todos deveriam ser indiciados por formação de quadrilha, lá, onde nos roubam às claras, sem máscara... espera aí, sem máscara? Com máscara, meus caros, com várias camadas de uma máscara que é quase impenetrável, eu disse, quase impenetrável. O poder está em nossas mãos. Basta quebrarmos todas elas, as máscaras, até aparecer um filho de uma puta com cara o suficiente para levar tapas e aprender a ter vergonha na cara esmurrada
Elegemos por sermos obrigados a votar. Nos acostumamos, na verdade, a dizer sim para tudo, exatamente como vaquinhas de presépio. O povo escolheu um representante para estar lá, lá no interior de Goiás, lá no planalto central, lá, naquela "Casa da Mãe Joana", lá, onde todos deveriam ser indiciados por formação de quadrilha, lá, onde nos roubam às claras, sem máscara... espera aí, sem máscara? Com máscara, meus caros, com várias camadas de uma máscara que é quase impenetrável, eu disse, quase impenetrável. O poder está em nossas mãos. Basta quebrarmos todas elas, as máscaras, até aparecer um filho de uma puta com cara o suficiente para levar tapas e aprender a ter vergonha na cara esmurrada
Na verdade, essa democracia imposta ao povo, reflete o quanto somos fracos em relação à política e às escolhas que fazemos para os representantes da nação, dentro da casa bicameral. É culpa do povo? Sim, a culpa é toda nossa, que permitimos a zueira toda há mais de quinhentos anos. Inaceitável é ouvir que a zona, o barulho, a falta de ética e a falta de organização vêm do povo.
O povo conta com as palavras de um vermezinho, um bulha, um cabelo de lado penteado com gel importado, bem arrumadinho, um saco de lixo engomado, com as mesmas máscaras do parágrafo acima, que promete as estrelas, os planetas e um orgasmo eterno à plebe, que oferta dinheiro, linhas de costura, cartão do governo para comprar elétroeletrônicos e afins, mas na verdade, está com o punho cerrado direito, pronto para socar-nos, mas socar-nos muito, mas muito forte mesmo, até não termos forças para reclamar e começarem tudo novamente.
É um absurdo dizer que vivemos tão bem assim numa nação que viveu ditaduras, horrores políticos planejados, acordos de cavalheiros e pressão, mas muita pressão ao povo tupiniquim. Não, não estamos bem. Estamos à beira da falência, enquanto sociedade. Alimentamos abutres em pele de cordeiro. A falsa representação e a falsa democracia andam juntas.
Não quero ser apenas mais um que grita. Quero fazer parte de um todo, de um organismo, de uma sociedade, de uma organização coletiva. Uma nação que grita e que geme, se for oprimida, sobretudo porque saberá organizar-se para espalhar o repúdio e tirar do trono quem não nos representa como desejamos. Não aguentamos mais ser enganados por ideias retrógradas que vêm da capital federal.
Tenho sempre algo a dizer e direi. Direi até minhas forças cessarem. Pensemos, ainda não é proibido.
Tenho sempre algo a dizer e direi. Direi até minhas forças cessarem. Pensemos, ainda não é proibido.
sábado, 17 de agosto de 2013
Reencontro
Tudo começou num lindo dia de sol com amigos. Alguns amigos em comum nos apresentaram sem saber o que já sabíamos. Lá estava ela, encostada numa árvore, em pleno parque aberto, com muitas pessoas passando ao nosso redor. Eu cruzei com muitas pessoas naquela manhã. Percorri muitos lugares. Olhei para muita gente....confesso que aconteceu como se alguém me puxasse com muita força e fizesse com que eu a olhasse. Como se uma força apertasse meu coração e apontasse com uma seta muita grande o lugar do meu pouso. Nunca imaginara que pudesse ser assim, amar alguém que nunca vi antes. Sei hoje que nunca foi uma paixão o que aconteceu ali. Já me apaixonei inúmeras vezes. Sei bem o que acontece aqui dentro nesses momentos. É bom e ruim ao mesmo tempo, enfim...
Nesta vida, posso dizer assim, nunca amei outra alma como a amo hoje. Aliás, costumamos nos dizer que nos reencontramos, tamanha a afinidade que acontece conosco. Eu a amei sozinho por dois dias. Foi o suficiente para não aguentar mais e entrar em ebulição. Eu precisava falar pra ela o que eu sentia. Descobrir, ou redescobrir o que combinamos há, vai saber quanto tempo atrás. Fui corajoso demais para dizer-lhe o que sentia e despertar nela o gigante adormecido. Não nos beijamos de pronto. Ela precisava entender o que eu já sabia. Estou novamente ao seu lado. Reencontrei você. Foi um longo caminho até aqui.
Sei muito sobre o meu amor e direi sempre pra ela o que realmente sinto. Eu posso expor que me entreguei de corpo e alma ao nosso reencontro. Sei exatamente o que ela está pensando, no momento em que ela pensa. Consigo decifrar seu estado de espírito. Falo dela como se estivesse falando de mim mesmo. E tudo isso já tem um tempo, um tempo grande...
Tenho uma vida que nunca tivera anteriormente. Amo como nunca amei antes, se é que amei alguém antes dela. Digo, olhando em seus olhos, minha vida, que você me faz feliz, muito feliz.
Passo o dia pensando em nós e fico triste quando não estamos juntos. Não adianta, nasci para viver ao seu lado. Permanecer ao seu lado...morrer ao seu lado e recomeçar tudo novamente.
Hoje estou aqui, bebendo a nossa cerveja preferida, sentindo novamente todas essas palavras e desejando muito amor para a nossa vida. Eu amo você por tudo o que é mais sagrado nesta vida. Tenha certeza disso.
sexta-feira, 19 de abril de 2013
Sempre foi assim
Desde ontem que olho para o céu e viajo em meus pensamentos lembrando de você. Confesso que amei você sozinho por dois dias antes de me declarar olhando nos seus olhos. Pela primeira vez na minha vida, me entreguei sem medo de machucar minha alma, meus pensamentos, minha vida.
Sua atitude ao olhar nos meus olhos, não foi a que eu esperava, não mesmo. Isso me retraiu? Jamais... Continuei a me declarar, lembra-se, meu amor?
Você vive me surpreendendo. Lembro-me de uma cena muito linda e emociono-me ao recordar: você indo à minha casa por duas vezes no mesmo dia, ou melhor, na mesma noite. O motivo? Um único motivo. Fazer o coração bater cada vez mais forte.
Lembra a primeira vez que eu disse "eu te amo"? É claro que você já me amava. Estava tudo escrito. Tudo era para ser do mesmo jeito que aconteceu. Você não me disse "eu te amo" imediatamente. Você quase disse outro dia ali atrás. Ah!, e quando, antes de chegar em casa, na minha casa, você, saindo da sua casa, dizia: não, não é verdade, não posso estar amando, risos... Mas era, minha vida, era tudo verdade. Já éramos "Nós", já estávamos juntos, nos amamos desde sempre! Quem te disse que eu não sou seu namorado? Fala pra mim! A vida que temos juntos é maravilhosa. Amo os momentos que estamos juntos. Sabemos que nunca fomos apaixonados um pelo outro. Isso é verdade. Paixão é passageira. Não a descarto. Mas quer saber? O amor é sentir. O amor é o que vivemos. O amor é para sempre. Fica comigo hoje, amanhã, depois, depois, depois.... Eu amo você.
Tenho essa conversa com você hoje e quero que o mundo leia o que escrevo. Minhas palavras vão ao longe. Faço questão que o universo ouça o batimento do meu coração dirigindo-se para o seu.
Amor da minha vida, não me lembro quando comecei a amar você. Não me lembro quando comecei a cuidar de você. Mas tenha certeza que você é o amor da minha vida. Você é a mulher que faz meu coração acelerar. Você é a parte que me faltava. Você é a minha flor. A flor mais linda do meu jardim..porque você toda é o meu jardim...
E onde tudo começou, fomos nos emocionar. Como dois adolescentes, vivemos cada lembrança, cada carinho, cada toque, cada momento... Choramos? Sim, bastante. Mas foram lágrimas de amor.
Minha flor, estou aqui. Está ouvindo meus passos? Estou por perto. Estou no seu ombro. Dizendo tudo o que gosta de ouvir. Vem gozar comigo. Sempre foi assim.
segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013
Inocentes!!
Nasceu mais um brasileiro neste território Tupiniquim
Com muita pobreza, na lama e sem comida
Tudo bem, que culpa deve cair sobre mim?
Não fui eu quem os teve, quem os gerou...ora, existe uma saída?
Seus pais brincam de casinha, não imaginando o estrago
um mal que já nasce sem culpa, porém, com o mundo nas costas
Uma história real longe da mente política que trago
Todavia, há de se olhar aos lados, perceber a mesa posta
Para gerar um ser humano, deve-se planejar para tê-lo
Somos brasileiros porque aprendemos a nos virar
Nada veio de mão beijada para continuarmos a herança
Com alguns anos, uma criança brasileira já pensa no seu amanhã
E pensa no momento em que deveria estar brincando
sonhando, fantasiando uma vida atingível
Farto de si e de sua vida, vê uma vida linda em si mesmo
Ao atravessar um oceano de barreiras que não foi ele quem procurou
Foi simplesmente jogado no mundo
E sua vida cinza pode ter cores, se sua percepção enxergar uma saída
A força dessa saída pode até vir depois de vender suas balas
Um bacana lhe dá o dinheiro e oferece algumas palavras: "Você estuda? Ora, está esperando o que para começar? E acelera seu automóvel..."
Pronto, percepção
Inocência enterrada!
Somos capazes de sermos inocentes?
...acelerou o carro da sua vida, brasileirinho.
Percepção requer envolvimento, comprometimento, amor!
Com muita pobreza, na lama e sem comida
Tudo bem, que culpa deve cair sobre mim?
Não fui eu quem os teve, quem os gerou...ora, existe uma saída?
Seus pais brincam de casinha, não imaginando o estrago
um mal que já nasce sem culpa, porém, com o mundo nas costas
Uma história real longe da mente política que trago
Todavia, há de se olhar aos lados, perceber a mesa posta
Para gerar um ser humano, deve-se planejar para tê-lo
Somos brasileiros porque aprendemos a nos virar
Nada veio de mão beijada para continuarmos a herança
Com alguns anos, uma criança brasileira já pensa no seu amanhã
E pensa no momento em que deveria estar brincando
sonhando, fantasiando uma vida atingível
Farto de si e de sua vida, vê uma vida linda em si mesmo
Ao atravessar um oceano de barreiras que não foi ele quem procurou
Foi simplesmente jogado no mundo
E sua vida cinza pode ter cores, se sua percepção enxergar uma saídaA força dessa saída pode até vir depois de vender suas balas
Um bacana lhe dá o dinheiro e oferece algumas palavras: "Você estuda? Ora, está esperando o que para começar? E acelera seu automóvel..."
Pronto, percepção
Inocência enterrada!
Somos capazes de sermos inocentes?
...acelerou o carro da sua vida, brasileirinho.
Percepção requer envolvimento, comprometimento, amor!
segunda-feira, 28 de novembro de 2011
segunda-feira, 22 de agosto de 2011
A Santificada
Tive um sonho semana passada que deixou-me assustado e, ao acordar, ofegante. Não era nem um pesadelo, nem um sonho real, tão pouco um sonho que eu gostaria de vivenciar, como tantos outros que já desejei trazer para a vida real, mas, sobretudo, um sonho que um dia não mais será virtual - se é que sabemos distinguir o real no virtual - porque pode acontecer um dia, mesmo que eu não queira.
Sonhei com a Santificada. Eu estava, parece-me, em uma casa no alto de uma montanha, também não sei dizer se era em São Paulo ou, até mesmo, fora do Brasil. Da casa na qual encontrava-me, avistava-a de longe, tremulando, linda como sempre. Ela estava num mastro dourado, na casa de vizinhos que eu não conhecia, pois, naquele momento não avistara ninguém. Sua imagem era real, suas cores eram vivas, fortes, chamavam-me, só aí o sonho já me bastava. Recordo que arrepiava-me ao vê-la de longe, lá de onde eu estava e não podia tocá-la. Anoiteceu e eu não continha-me somente com sua imagem em minha mente. Eu precisava roubá-la, tê-la em minhas mãos e guardá-la para todo o sempre, amém.
Como um relâmpago, sai de minha cama e fui pro lado de fora, estudando o momento certo para invadir o local e fazer meu coração acelerar. Percebia a penumbra tomando conta daquele lugar e, vagarosamente, saltei para o lado oposto.Juro, que do salto à casa vizinha até o momento que regressei, não me lembro de mais nada. Mas o pior estava por vir.
Como se eu estivesse num filme de aventura ou suspense, ouvi vozes e passos ao redor da casa - somente nesse momento eu me dera conta de que o pulo para o vizinho não estava acontecendo, não passei da linha de divisão entre as casas. As vozes eram ameassadoras, seus timbres eram fortes e vinham sempre em minha direção. Eu olhava por buracos na parede e via pessoas que não me pareciam os conviventes daqui, pareciam de outro país. Eu encarava olhos que encaravam os meus. Não fui agredido em nenhum momento, mas a pressão psicológica que eu sentia era pior que chutes e pontapés. Eles queriam entrar na casa, com certeza iriam acabar comigo. Mas mesmo no sonho eu não me lembro do que aconteceu depois que pulei o muro. Neste momento só me vinha a imagem da Santificada, mas comigo ela não estava.
No meio desse meu pensamento atordoado, eu não me sentia seguro dentro daquele local, parecia que as paredes eram de papelão, tamanho o medo que aquelas pessoas me causavam.
Nada voltou ao normal, pelo menos lembrando agora. Acho que roubei a Santificada e ela era tão importante para eles como é e sempre será para mim.
As guerras entre as várias vertentes de adoração à Santificada existirão. Meu amor por ela nunca acabará. O sangue derramado em 1932 e a glória do MMDC estarão em mim pelo resto de minha vida.
Acordei no meio da madrugada, suando, com o coração batendo forte e lembrando do sonho. Olhei para o lado esquerdo da cama e a vi pendurada em minha parede. Por lá estará até que eu morra.
segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011
Limbo

Hoje tive um sonho estranho. Não posso e não sei dizer se foi um pesadelo ou um sonho real, daqueles que você se lembra, mas não lembra. Saca?
Sonhei que eu escrevia aqui nas minhas memórias um texto curto, porém muito completo. Um texto lindo que traria um relevante pensamento para nós. De repente, do nada sonhei que observava pela janela do meu quarto os vizinhos de baixo indo à escola. Mas agora sei que não eram eles, pois têm 14 e 15 anos de idade cada. As crianças de meu sonho eram pequenas...Olha que loucura! Sei que muita gente já teve sonhos assim.
Mas o que mais me intrigou e está intrigando até agora é o fato de não conseguir lembrar desse tal texto -sabe aquela coisa que falamos: "está na ponta da língua"? Então, está na ponta da minha língua mas não sai. Que coisa!!
Posso dizer que todo o sonho ficou no limbo. Aquele lugar que pessoas boas vão, mas não são nem Julgadas nem Condenadas, aguardam o final, já que estão no final, o Limbo.
Sonhei que eu escrevia aqui nas minhas memórias um texto curto, porém muito completo. Um texto lindo que traria um relevante pensamento para nós. De repente, do nada sonhei que observava pela janela do meu quarto os vizinhos de baixo indo à escola. Mas agora sei que não eram eles, pois têm 14 e 15 anos de idade cada. As crianças de meu sonho eram pequenas...Olha que loucura! Sei que muita gente já teve sonhos assim.
Mas o que mais me intrigou e está intrigando até agora é o fato de não conseguir lembrar desse tal texto -sabe aquela coisa que falamos: "está na ponta da língua"? Então, está na ponta da minha língua mas não sai. Que coisa!!
Posso dizer que todo o sonho ficou no limbo. Aquele lugar que pessoas boas vão, mas não são nem Julgadas nem Condenadas, aguardam o final, já que estão no final, o Limbo.
segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011
Mentira sincera
sexta-feira, 28 de janeiro de 2011
Materque

Neste momento minhas lágrimas caem
Mas não caem o físico e leve molhado dos pingos
Caem a solidão e o desespero no meu coração
O vazio que sinto toda vez que não a sinto
Lembro-me de meus cabelos claros sendo acariciados por suas mãos
Quando eu era pequeno elas eram grandes
Hoje são distantes, distantes de mim
Acho que não só as suas mãos, mas o seu pensamento
Quanto mais o tempo passa
Mais distantes da promessa de Deus ficamos:
sermos irmãos para o resto de nossas vidas
Mas o ódio e a raiva prevalecem
Deixando roxo os nossos corações
Mas..
...sendo o poeta um maravilhoso tecelão quando triste
Hoje sou o maior e melhor poeta que já existiu
Tecendo minhas palavras para o mundo,
Preferia falar sobre flores
Ao menos elas são coloridas
Longe de mim o cinza ficará
Sendo você o meu refúgio de sempre, mater
Mas não caem o físico e leve molhado dos pingos
Caem a solidão e o desespero no meu coração
O vazio que sinto toda vez que não a sinto
Lembro-me de meus cabelos claros sendo acariciados por suas mãos
Quando eu era pequeno elas eram grandes
Hoje são distantes, distantes de mim
Acho que não só as suas mãos, mas o seu pensamento
Quanto mais o tempo passa
Mais distantes da promessa de Deus ficamos:
sermos irmãos para o resto de nossas vidas
Mas o ódio e a raiva prevalecem
Deixando roxo os nossos corações
Mas..
...sendo o poeta um maravilhoso tecelão quando triste
Hoje sou o maior e melhor poeta que já existiu
Tecendo minhas palavras para o mundo,
Preferia falar sobre flores
Ao menos elas são coloridas
Longe de mim o cinza ficará
Sendo você o meu refúgio de sempre, mater
sexta-feira, 14 de janeiro de 2011
Ter ou Ser? O que será importante para vivermos?
Hoje li no livro de Mario Sergio Cortella, "Qual é a tua obra?", pág. 100, um ditado chinês que me fez pensar sobre o que temos (é o que importa para muitas pessoas hoje) e o que somos (algo muito importante e que ninguém pensa). Esse ditado mostra o quanto levamos da vida e quando morrermos não levaremos absolutamente nada, apenas o que fomos para o mundo, a obra que deixamos, como dizia Cortella.
Pensem um pouco, queridos amigos:
Pensem um pouco, queridos amigos:
"Quando dois homens vêm andando na estrada, cada um carregando um pão, e trocam os pães quando se encontram, cada um vai embora com um pão. Mas, quando dois homens vêm andando na estrada, cada um com uma ideia, e ao se cruzarem trocam as ideias, cada um vai embora com duas ideias".
Fora o contato pessoal.
Tenhamos, mas sem personificar o que temos. Sejamos.
Tenhamos, mas sem personificar o que temos. Sejamos.
segunda-feira, 13 de dezembro de 2010
A felicidade não depende do que nos falta.
Ah, depende sim!
Confesso que quando comecei a empurrar as petálas de letras para dentro deste blog, imaginei que meu tempo seria hábil para vê-las desabrocharem em forma de textos que alcançasem o céu, em seu magnifico horizonte ou em sua gloriosa altura incalculável.
Preocupei-me com coisas menos interessantes neste ano. Nem vi, comemorei ou agradei meu blog em seu aniversário de um ano. Para sermos maduros, o tempo dita as regras. Se eu não alimentar meu amigo e hoje inseparavel blog, ele não crescerá saudável.
Muitas coisas aconteceram em 2010, pena já estar terminando. Minha maior medição em 2009 foram os textos escritos quando terminei com Chérie. Claro, com o coração apertado qualquer poeta vira florista. Mas para ser poeta e estar sempre florindo, alimente. Alimente quem pode te ouvir e deixar seus pequeninos toques trazerem o sorriso para cá. Alimente seu blog. A felicidade depende sim do que nos falta. Quero me saciar com rios de letras que saem de meu amado cérebro contaminado por ideias absurdas ou não do cotidiano diário do dia adia.
Confesso que quando comecei a empurrar as petálas de letras para dentro deste blog, imaginei que meu tempo seria hábil para vê-las desabrocharem em forma de textos que alcançasem o céu, em seu magnifico horizonte ou em sua gloriosa altura incalculável.
Preocupei-me com coisas menos interessantes neste ano. Nem vi, comemorei ou agradei meu blog em seu aniversário de um ano. Para sermos maduros, o tempo dita as regras. Se eu não alimentar meu amigo e hoje inseparavel blog, ele não crescerá saudável.
Muitas coisas aconteceram em 2010, pena já estar terminando. Minha maior medição em 2009 foram os textos escritos quando terminei com Chérie. Claro, com o coração apertado qualquer poeta vira florista. Mas para ser poeta e estar sempre florindo, alimente. Alimente quem pode te ouvir e deixar seus pequeninos toques trazerem o sorriso para cá. Alimente seu blog. A felicidade depende sim do que nos falta. Quero me saciar com rios de letras que saem de meu amado cérebro contaminado por ideias absurdas ou não do cotidiano diário do dia adia.
segunda-feira, 9 de novembro de 2009
A falsidade não vale o esforço e não pode ser conjugada

Por muitas vezes, ouvi alguém dizer que era falso com aquele ou com aquele outro. Nunca, - a verdade mesmo - nunca consegui agir com falsidade com outra pessoa. Prefiro deixar de falar com beltrano a ter que me submeter ao "sucesso" falido da falsidade.
Certo dia, em um ambiente profissional, ouvi alguns buxixos de que uma pessoa não gostava da outra. Por esse motivo, não deixou de falar com ciclano, foi falsa, situação engraçada essa de ser falso com fulano. Vejamos bem minha tese, tenho duas teses a respeito da falsidade:
Primeira - se alguém não gosta de Beltrano, significa que não existem afinidades entre ambos, ambos podem ser: ambos os grupos, ambas as pessoas, ambos os países, a falsidade nunca é criada sozinha, sempre há um lado e o outro e o um consegue falsear o outro, ou estamos enganados a respeito do "sozinha"? Continuando... as afinidades são gostos parecidos ou até mesmo iguais dentro de uma sociedade normal como a nossa. Ser falso é ser outra pessoa, é ser alguém ou alguma coisa, vai saber, que ciclano não é. Pois bem, dentro da falsidade é criado um mundo no qual a pessoa engana a si mesma, ela não tem noção do espaço ao qual pertence. Ser falso é falar com Beltrano, mas só o ciclano mesmo sabe que ele está sendo falso com a pessoa alheia e com ele mesmo. Entendeu? Se um ser deste planeta, - estamos na Terra, né?, é, acho q sim - consegue falar com outrem, tendo raiva, ódio e sentir falsidade, esse mesmo ser deste planeta consegue ser amável e desarmado, logo, não é uma pessoa falsa. E por quê ter o título de falso? Eu não quero esse troféu.
Segunda tese - essa é pequena... ter falsidade, é ser individualista, é querer que o mundo gire ao redor do umbigo, é ser azedo, é ser feio, é observar mais o mundo do que a si próprio, e isso é ruim, pois ciclano, Beltrano e fulano nunca sabem onde vivem, onde eles estão, se o que sentem é realmente verdadeiro, se não é mais um golpe do próprio cérebro contra eles próprios. O retorno da falsidade vem para ele mesmo, apenas sofre sozinho.
Ter falsidade é ser sozinho no mundo, o sentimento é só seu, só você sabe onde parar e porque parar e se deve parar.
Certo dia, em um ambiente profissional, ouvi alguns buxixos de que uma pessoa não gostava da outra. Por esse motivo, não deixou de falar com ciclano, foi falsa, situação engraçada essa de ser falso com fulano. Vejamos bem minha tese, tenho duas teses a respeito da falsidade:
Primeira - se alguém não gosta de Beltrano, significa que não existem afinidades entre ambos, ambos podem ser: ambos os grupos, ambas as pessoas, ambos os países, a falsidade nunca é criada sozinha, sempre há um lado e o outro e o um consegue falsear o outro, ou estamos enganados a respeito do "sozinha"? Continuando... as afinidades são gostos parecidos ou até mesmo iguais dentro de uma sociedade normal como a nossa. Ser falso é ser outra pessoa, é ser alguém ou alguma coisa, vai saber, que ciclano não é. Pois bem, dentro da falsidade é criado um mundo no qual a pessoa engana a si mesma, ela não tem noção do espaço ao qual pertence. Ser falso é falar com Beltrano, mas só o ciclano mesmo sabe que ele está sendo falso com a pessoa alheia e com ele mesmo. Entendeu? Se um ser deste planeta, - estamos na Terra, né?, é, acho q sim - consegue falar com outrem, tendo raiva, ódio e sentir falsidade, esse mesmo ser deste planeta consegue ser amável e desarmado, logo, não é uma pessoa falsa. E por quê ter o título de falso? Eu não quero esse troféu.
Segunda tese - essa é pequena... ter falsidade, é ser individualista, é querer que o mundo gire ao redor do umbigo, é ser azedo, é ser feio, é observar mais o mundo do que a si próprio, e isso é ruim, pois ciclano, Beltrano e fulano nunca sabem onde vivem, onde eles estão, se o que sentem é realmente verdadeiro, se não é mais um golpe do próprio cérebro contra eles próprios. O retorno da falsidade vem para ele mesmo, apenas sofre sozinho.
Ter falsidade é ser sozinho no mundo, o sentimento é só seu, só você sabe onde parar e porque parar e se deve parar.
O fato é que ser essa palavra feia que repeti muito ai pra cima, não vale a pena, não vale o esforço de tê-la na vida, pertencer a ela e existir por ela.
A vida é bem maior que a vã filosofia criada por falsidades intermináveis do cotidiano de pessoas com pensamentos fracos e deprimidos.
A vida é bem maior que a vã filosofia criada por falsidades intermináveis do cotidiano de pessoas com pensamentos fracos e deprimidos.
segunda-feira, 19 de outubro de 2009
É o que há?
Se ser feliz é o que realmente há, eu desprezo a felicidade momentânea. Quando a verdadeira felicidade ressurgir do mais profundo buraco do oceano negro, o preço pode ser alto demais para ter noção de si mesmo e senti-la no coração. Talvez a verdadeira felicidade já tenha acabado.
sábado, 29 de agosto de 2009
Momento instantâneo.
O mar está lá longe para ser visto de perto. O que adianta existir o mar senão houver corações para roubarem algumas lágrimas de suas praias? Lágrimas podem vir aos montes, como enchurradas, como um leve cair de um copo d'água, como uma tempestade... não importa sua intenção. É sempre um momento instantâneo. Nunca derrubamos lágrimas para sempre. As lágrimas vêm e vão, vêm e vão, vêm e vão. MAs é vão pensar em só derramar lágrimas. Viver pensando na imensidão do mar não é viver. Viver é estar junto às lágrimas do mar. O mar nos manda muitas lágrimas. Se quisermos dessas lágrimas nos molhar, basta irmos até o mar mais próximo. Aquelas lágrimas tem o poder de fazer alguém feliz. O sentimento que emana dos mares é inexplicável. Rimos à toa. Molhamos as lágrimas do mar com as nossas lágrimas e nos tornamos uma lágrima só, quando isso acontecer, nos preparamos para saudar o instantâneo e viver tudo de novo.
Abner
Abner
sexta-feira, 28 de agosto de 2009
Alma
De repente o mundo para de girar;
será um sonho?
Ou estou mesmo vivenciando
o que há muitos séculos nossos antepassados temiam?
O silêncio da copa das árvores é sentido de muito longe.
Ele ainda existe, mas está longe.
A alma que os seres vivos dão à Terra
não mais passa a epiderme.
Alma essa que faz o mundo girar
e o ar tornar-se o real
não só como poesia
mas o caráter físico da poesia.
Abner
será um sonho?
Ou estou mesmo vivenciando
o que há muitos séculos nossos antepassados temiam?
O silêncio da copa das árvores é sentido de muito longe.
Ele ainda existe, mas está longe.
A alma que os seres vivos dão à Terra
não mais passa a epiderme.
Alma essa que faz o mundo girar
e o ar tornar-se o real
não só como poesia
mas o caráter físico da poesia.
Abner
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