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quarta-feira, 4 de agosto de 2021

9 de julho é hoje

Paulista defende a tua terra

Sob as treze listas, uma razão

Guilherme de Almeida deixou em suas linhas

Que os filhos de Bandeirantes amem a revolução
Ainda que o tempo passe
9 de julho será presente
Chamados do MMDC
para uma terra sempre crescente
Nas trincheiras do chão de São Paulo
Muitos filhos perderam suas vidas
Amai o 9 de julho

Glorificai todas as feridas
Hoje, 9 de julho de 2021
Um presente para os Paulistas
Uma lembrança jamais adormecida
Pegue sua Santificada,
E desfile com as treze listas
Da 23 de maio, à 9 julho
Duas artérias correntes no chão da cidade
Dois caminhos que se cruzam
Duas, das treze listas gigantes
As avenidas da Revolução
Do Brás, à mooca
Do pari, à Vila maria
De São Paulo, à Campinas
De Buri, ao túnel da Mantiqueira
9 de julho hoje e para todo o sempre
89 anos, neste momento
Do obelisco, às linhas do metrô
São Paulo intensamente crescente
"Paulista, para um só instante
Dos teus quatro séculos
Ante tua terra sem fronteiras
O teu São Paulo das "bandeiras"!"
(Trecho do hino de São Paulo, criado por Guilherme de Almeida).
Toda a parte de cima, criação da página "Revolução Constitucionalista de 1932".
Abner Martins

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Finados

O dia de finados, dia dos mortos é hoje. Essa data, quem comemora é a poderosa igreja católica. Não tenho religião, entretanto, acredito em Deus. Sobretudo porque acredito que exista uma força muito superior que nos rege. Portanto, dedico esse dia criado pela igreja, para meu amado pai.
Sempre desejei escrever algo sobre o "seu" Elizeu, quando ele morreu, ainda tinha menos idade que eu. Posso dizer que hoje sou mais velho que meu pai, ele faleceu com 28 anos, deixou três filhos pequenos e uma esposa sem experiência alguma na vida para administrar a queda do bravo rapaz, um dos caçulas da família Batista.
Lembro com muita clareza e lucidez de meu pai. Eu tinha menos de 5 anos quando se fora. Lembro que um dia me ensinou a plantar caroços de mexerica. Lembro que brincava conosco antes de dormirmos, minha lembrança vai mais longe e consigo enxergar os dias que minha mãe esteve no hospital para dar à luz ao meu irmão mais novo (certa noite, sentamos juntos na cama e eu escolhi o nome do Saulo, prestes a nascer. Eles gostaram e assinaram embaixo). E, enquanto a dona Jussara estava no hospital, meu pai nos banhava, nos alimentava e nos colocava para dormir, a mim e ao Thiago, meu irmão do meio.
Meu blog será pequeno para falar de meu pai - neste momento minhas lágrimas caem..., meu coração aperta e meu desejo ter meu pai ressurge, como ressurge em alguns momentos que me sinto só. Mas tenho força para viver esta vida e falar sem problemas sobre ele, sobre sua morte, sobre nossas vidas até aqui.
O meu verdadeiro desejo é escrever um livro sobre minha vida, e meus cinco primeiros anos terão um capítulo muito grande, serão as lembranças que tenho do patriarca da família Batista-Martins. 
O desejo de citar meu pai aqui vem de alguns anos. Tudo o que escuto sobre ele, gravo na mente, vou arquivando. Todos, em uníssono, falam da figura dele como um bravo guerreiro brasileiro que nunca fugiu das batalhas. Um gigante que tinha o corpo ferido para garantir o sustento da família, levando mercadorias em sacolas, carregando-as nos ombros pelas alças, para vendê-las nas ruas. Foi assim que ele começou.
Um cara que ainda me serve como exemplo para minhas conquistas. Um Batista que nasceu pobre, nasceu discriminado, venceu barreiras e batalhas, constituiu sua família, amava a pátria paulista - tenho sua bandeira até hoje, emoldurada -, tombou, mas tombou de pé. Ninguém poderá sujar a alma de meu pai, sobretudo porque nasceu honrado, e morreu honrado.
Ainda tenho sua face em minhas lembranças, ainda choro por desejar sua presença, ainda sou inconformado por não tê-lo conosco. Mas o Universo sabe o que deseja, sabe porque estivemos, permanecemos, partimos desta grande roda gigante e azul. E nós, meros mortais, não temos o direito de tentar entender. O Universo nos rege.
Portanto, o dia de hoje vai em lembrança à memória de meu pai. Que Deus o tenha em seus braços, e que meus dois pais olhem por mim e por minha família. É o meu desejo desde sempre.

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Uma Flor, um olhar, um beijo...

Posso confessar? Nunca havia sido assim. E por mais que eu tente lembrar de algo extraordinário que tenha ocorrido em minha vida, nenhuma lembrança chega aos olhos brilhantes que você me causa.
Já falei sobre o riso, já falei sobre sentimento, já mencionei a dor, a compaixão, o perdão e o amor. Sobretudo para acalentar meus sentimentos ocorridos e fugir da realidade.
Hoje, a realidade não é medida pelo que vejo. A realidade não se mensura em quantidade. A realidade se multiplica em ações, carinho, ternura, flores, beijos...
A paixão é maravilhosa, estou apaixonado, entrego-me a ti. E por mais que Clarice diga que o que sente não tem nome, eu grito e vou ao seu encontro, afirmando que o nome é o que menos importa, o rótulo é o que menos desejo enxergar.
Neste exato momento penso em ti e sonho contigo. Enquanto outros tantos milhões decifram seus sentimentos, eu insisto em dizer que o sentimento não está ligado a nós, ele caminha sozinho. Sua força e sua luz permanente, nos faz transbordar. Temos um contrato com o sentimento, que nos faz feliz e nos mostra que é possível viver, basta enxergar o que ele, o sentimento, nos avisa o tempo todo.
Falar de flores é lindo. Sentir o cheiro delas é melhor ainda. Compartilhar a existência das flores do meu jardim, sendo que o meu jardim é você, é estar cada vez mais perto de Deus. Sentir-se pleno, amar a vida, sonhar com você e estar com você, faz-me um ser cada vez mais único no espaço. Venha abraçar-me, venha beijar-me, deixe-me pegar em suas mãos, olhe no meu olho, sinta minha voz, estou do outro lado, logo ali na Mooca. Quero você pra mim, certo de que foi ontem que te conheci, mas nossas almas se conhecem há anos. Sente o que digo?
E por mais que seja sigiloso falar de você, saiba que o mundo é pequeno para ouvir seu nome. Ouvir o quanto você me faz feliz. 
Conquistar a mais bela Flor do meu jardim, e obter dela o mesmo sentimento que emano. E se a distância nos separa, não importa, logo você estará ali, no portão de casa, dizendo-me "oi, cheguei, estou com frio..."

sábado, 1 de setembro de 2012

102 anos de Timão

"Corintianos, Apostólicos, Romanos...", já dizia Tião Doente, do Lance!
Eis-me aqui mais um ano para homenagear o time do povo, o Coringãoooo. Hoje, com cento e dois anos, o Timão está mais maduro e ativo do que nunca. Hoje, o Corinthians mostra porque é um time Grande, porque é um dos melhores times do Brasil Tupiniquim. Mostra, com toda a certeza, que um time gigante como Tú, Corinthians, não se faz da noite para o dia. É um processo que o embeleza, que arrasta multidões, que as atrai, também. Foi um processo longo para chegarmos até aqui. Esse processo não se dá nos "tapetões" da vida. Esse processo é na raça, é no grito do décimo segundo jogador, é no suor, é a paixão ao manto negro sagrado...
Vivemos de Corinthians. Vivemos de emoções que se transformam em glórias. Ter glórias não é para mostrar aos "anti" que somos melhores. As conquistas falam por si. O amor da Fiel ao Timão não se compara. Não tentem imitar, será falseado.
Amar o Time da Rua São Jorge é como esta crônica, só sentindo cada momento, cada letra colocada, cada suspiro de gol, cada grito entoado, cada defesa, cada Gooool. Ser Corinthians é ser grande no passado e maior ainda no futuro.
Estas palavras são para o maior time do mundo. 
E o grito de Campeão estava enroscado na garganta, como poeira que entra sem uma gota de água por perto. 
Hoje posso dizer que sou mais um dos Campeões da Libertadores. Hoje posso dizer que somos invictos. Hoje estamos Libertados. Mas não para mostrar aos que não gostam de nós. Nossa existência os abala. 
Parabéns, meu Coringão. Hoje, ontem e sempre será o maior time que o Universo conheceu.
Sou louco por Ti, Meu Coringão.
E pelo Brasil inteiro, aqui tem um bando de louco, louco por Ti, Corinthians!

segunda-feira, 9 de julho de 2012

Honra e Glória ao Espírito Revolucionário de 1932

Pela lei e pela ordem
Um lema adotado ao deixar o lar
O soldado partiu
Com a missão de São Paulo salvar

Salvar também o Brasil
que não merecia uma ditadura
o povo nas ruas devia gritar
Morte a quem nos torturar

O manifesto MMDC já nasce grande
deitaram para a causa expor
as divisas interioranas defender
Para um "São Paulo dentro de um Brasil maior ainda" florescer

Em maio, o paulista gritou
Em julho, a causa Constitucionalista abraçou
gritando, chamou o resto do Brasil
Mas somente Mato Grosso ouviu

Minas Gerais, no último instante recuou
Rio de Janeiro, a capital brasileira, sobretudo, legalista ficou
o sul brasileiro subia o mapa pra combater por Getúlio
Os paulistas defenderam, brigaram, morreram...

E tudo isso há 80 anos aconteceu
Lembra-te dos soldados que por São Paulo tombaram
Ame São Paulo
E demonstre a democracia erguida

No mausoléu seus corpos descançam
"Tudo-por-São Paulo"
Amai o 9 de julho
Hoje e pelo resto de tua vida

Paulistas sois desde o ventre
Honra e Glória ao Espírito Constitucionalista de 1932

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Feliz Aniversário, São Paulo!

Uma grande homenagem à cidade de São Paulo faço hoje, nesta data querida, 25 de janeiro de 2012. Uma doação que recebi do SESC SP, Belenzino, e mostro com o maior carinho e respeito a todos que me acompanham e  aos que me ajudaram a conseguí-la. Apresento a bandeira da capital de São Paulo. Mais ou menos em meados de Junho do ano passado, 2011, passava eu pelo SESC Belenzinho, bem perto de casa e me odeparei com o pátio das bandeiras. Há um bom tempo vinha admirando a bandeira da capital. Admirando para me apaixonar por ela como sou apaixonado pela história que a bandeira do estado carrega. A minha admiração pela bandeira da capital começou quando eu passei pela prefeitura certo dia e fiquei vendo-a tremulando linda sob um céu azul e um dia maravilhoso de sol forte na cidade. Vendo a bandeira no pátio do SESC, fui fixando ideias: por ser da capital, por que não a tinha em meu acervo e por um motivo que me moveu para conseguir esta que veem hoje, a primeira bandeira hasteada pelo SESC, em sua reinauguração, dia 04 de Dezembro de 2010. Caso eu não a tivesse, posteriormente, seria queimada pelo Corpo de Bombeiros no dia da bandeira, 19 de Novembro.
Enquanto eu viajava nessas ideias, perguntei para mim mesmo como conseguiria aquela bandeira que já estava rasgada por causa do tempo, pela chuva, pelo vento e carregava uma pequena história.
Após alguns contatos e dias de negociação por e-mail, recebi a grande notícia que meu coração aguardava, teria a bandeira da capital, do jeito que ela estava, rasgada, suja, com as pontas soltas e sendo a primeira bandeira desde a reinauguração do SESC Belenzinho.

Hoje agradeço ao SESC por ter proporcionado essa conquista: ao Claudio da administração, ao Edmilson, chefe do departamento, à Fátima, gerente do GOP, na sede do SESC, ao Robson, à Cris, gerente da infraestrutura, a todos que foram muito educados e me receberam muito bem por todas as portas pelas quais entrei.

Meu muito obrigado, pessoal!

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

101 anos. Corinthians!

Sou Corinthians desde que me conheço por gente. Vi meu time perder, ganhar, ser campeão, ser invejado. Vi meu time cair para a segundona, vi meus ídolos saírem do clube, vi as maravilhosas defesas de Ronaldo na década de 90, vi a espetacular perfomance de Dida no mundial de dois mil e um. Vi o Marcelinho Carioca, vi o Gamarra, o Rincón. Tive o prazer de ver os gols do Fenômeno durante quase dois anos, vestindo o manto sagrado, coisa que nenhum outro clube no mundo terá. Vi meu time trazer alegria ao seu povo quando voltou para a série A do brasileirão.

Ser Corinthians transcende à epiderme. 
Ser Corinthians é ser paulista, é ser campeão. 
É amar nas horas tristes e mais ainda nas horas de glória. 
Ser Corinthians é ser Grande no passado e maior ainda no futuro. 
Eu amo meu time. 
Ser Corinthians é não abandoná-lo nunca.

Os outros times não seriam nada sem o "Campeão dos campeões". 
Hoje Comemoramos 101 anos de histórias, consagrações, imortalidade, manto alvi-negro, passado glorioso que o "Corinthians Grande, sempre altaneiro" proporcionou ao futebol mundial. Comemoramos o Nascimento do maior time do mundo. Ser Corinthians não cabe em 30 linhas. Ser Corinthians é respirar Corinthians, morrer Corinthians, vestir o manto negro sagrado e torcer.

Parabéns, Corinthians, hoje e sempre, Tú és o Orgulho da nação Alvi-negra.

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

A Santificada

Tive um sonho semana passada que deixou-me assustado e, ao acordar, ofegante. Não era nem um pesadelo, nem um sonho real, tão pouco um sonho que eu gostaria de vivenciar, como tantos outros que já desejei trazer para a vida real, mas, sobretudo, um sonho que um dia não mais será virtual - se é que sabemos distinguir o real no virtual - porque pode acontecer um dia, mesmo que eu não queira.
Sonhei com a Santificada. Eu estava, parece-me, em uma casa no alto de uma montanha, também não sei dizer se era em São Paulo ou, até mesmo, fora do Brasil. Da casa na qual encontrava-me, avistava-a de longe, tremulando, linda como sempre. Ela estava num mastro dourado, na casa de vizinhos que eu não conhecia, pois, naquele momento não avistara ninguém. Sua imagem era real, suas cores eram vivas, fortes, chamavam-me, só aí o sonho já me bastava. Recordo que arrepiava-me ao vê-la de longe, lá de onde eu estava e não podia tocá-la. Anoiteceu e eu não continha-me somente com sua imagem em minha mente. Eu precisava roubá-la, tê-la em minhas mãos e guardá-la para todo o sempre, amém.
Como um relâmpago, sai de minha cama e fui pro lado de fora, estudando o momento certo para invadir o local e fazer meu coração acelerar. Percebia a penumbra tomando conta daquele lugar e, vagarosamente, saltei para o lado oposto.
Juro, que do salto à casa vizinha até o momento que regressei, não me lembro de mais nada. Mas o pior estava por vir.
Como se eu estivesse num filme de aventura ou suspense, ouvi vozes e passos ao redor da casa - somente nesse momento eu me dera conta de que o pulo para o vizinho não estava acontecendo, não passei da linha de divisão entre as casas. As vozes eram ameassadoras, seus timbres eram fortes e vinham sempre em minha direção. Eu olhava por buracos na parede e via pessoas que não me pareciam os conviventes daqui, pareciam de outro país. Eu encarava olhos que encaravam os meus. Não fui agredido em nenhum momento, mas a pressão psicológica que eu sentia era pior que chutes e pontapés. Eles queriam entrar na casa, com certeza iriam acabar comigo. Mas mesmo no sonho eu não me lembro do que aconteceu depois que pulei o muro. Neste momento só me vinha a imagem da Santificada, mas comigo ela não estava. 
No meio desse meu pensamento atordoado, eu não me sentia seguro dentro daquele local, parecia que as paredes eram de papelão, tamanho o medo que aquelas pessoas me causavam.
Nada voltou ao normal, pelo menos lembrando agora. Acho que roubei a Santificada e ela era tão importante para eles como é e sempre será para mim.
As guerras entre as várias vertentes de adoração à Santificada existirão. Meu amor por ela nunca acabará. O sangue derramado em 1932 e a glória do MMDC estarão em mim pelo resto de minha vida.
Acordei no meio da madrugada, suando, com o coração batendo forte e lembrando do sonho. Olhei para o lado esquerdo da cama e a vi pendurada em minha parede. Por lá estará até que eu morra.

terça-feira, 19 de julho de 2011

Texto narrativo - Um sonho visto depois de investimentos

Por alguns instantes, Samuel Klein observou sua criação, sua visão era do alto, do alto de um penhasco que oferecia uma linda vista para a planície da capital paulista.
Ao lado de sua esposa Eulália, admiravam o próspero caminhar de uma loja que começou pequena e hoje é sinônimo de vendas fidelizadas.
Olhando do alto, Samuel e Eulália lembraram do pequeno charrete puchado por um pangaré que compraram para carregar mercadorias no começo do século passado. Desse modo, atendiam às necessidades da pequena Vila de Piratininga que viraria a maior metrópole do Brasil, São Paulo. Aquele pangaré transformaria-se, nos dias de hoje, em uma frota de caminhões incontáveis para levar felicidade para seus cliente nos vinte e seis estados da federação mais o distrito federal. Seu negócio expandira continuamente. Sua certeza era vista nas lágrimas que escorriam por sua face sofrida, vinda da Polônia judia invadida por nazistas.
O sonho só é possível se você investir esforços nele - disse Klein sorrindo; ora olhando para Eulália, ora para as cinco lojas gigantescas que conseguia identificar do alto da colina paulista.

sábado, 9 de julho de 2011

Ao 9 de Julho de 1932

Cartaz de convocação MMDC
Depois do furor que abalou a democracia nacional
1932 ensinou que a alma permanecerá
Prevalecerá o espírito que conduziu homens e mulheres ao front de batalha
Suas famílias choraram de maio à outubro, mas seus netos riem em 2011

O sorriso de netos e netas ultrapassa a epiderme,
Sabendo que seus avós são heróis.
Em 2011 comemoramos 79 anos de um levante contra irmãos
Os irmãos que fecharam os olhos a favor de Vargas

Até hoje não sabemos o número de baixas dos governistas getulistas
Mas em uma ditadura imposta por Vargas,
sendo sua admiração inspiradoura a Alemanha nazista,
Encontrou bravos MMDC que levantaram o povo das treze listas

Que morreram em nome da pátria paulista

Com punhos sempre abertos, revoltosos sob a Santificada
A Revolução foi necessária.
Alguns queriam o separatismo
Mas lutamos para que existisse um "São Paulo grande dentro de um Brasil maior ainda"

Mausoléo do Ibirapuera. Restos mortais MMDC
Uma grande sociedade clandestina nasceu, MMDC era a sua sigla
Um Martins que não foge à luta
Puchando pelos braços um Miragaia cheio de vontade de lutar
Dráuzio chegou com o sangue do povo paulista à praça da República
E os três mais Camargo morreram para dar luz à Revolução
Em agosto morre Alvarenga, não aguentando seu sangue jorrar, falecendo

MMDCA

Se getulistas morreram pelo Brasil, 
A Santificada
Paulistas morreram aos montes
Seus nomes são lembrados para nunca esquecermos A Santificada

Amando também o Brasil nas cruzadas
9 de Julho é hoje, dia da Revolução
MMDC nasceu para mostrar ao território nacional
que o povo tem e sempre terá o poder nas mãos

Mas jamais esqueçamos os nossos paulistas de ontem
que lutaram para termos uma democracia hoje


Amém, sangue paulista das treze listas

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Passagem secreta na Estação Sé




Para quem gosta de curiosidades, aí vai uma.
Todos sabemos que na cidade de São Paulo existem vários segredos, passagens secretas, símbolos oriundos de todo tipo de crença etc. Mas um dos segredos que eu tenho certeza que nunca ninguém desvendou são os do Metrô.
Só temos uma visão do caminho dos trilhos através dos vidros dos trens do Metrô. E há algum tempo venho tendo curiosidades a respeito dos túneis. Minha maior intriga era saber como os trens da linha azul (sul) vinham parar na linha vermelha (leste). Tive milhões de pensamentos para desvendar essa dúvida, tais como: carretas carregando os trens até os terminais Barra Funda ou Itaquera, carretas levando os trens até o pátio Belém 1 - e tudo isso já tem, acho, quase um ano.
Tudo começo quando observei alguns trens da linha azul na estação Belém, linha vermelha. Aquilo me deixava encucado. Mas a dúvida passava ao longo do dia, pois pensava em outras coisas. Sempre que eu descia na estação, logo via os trens na manutenção e a intrigava começava de novo. Caramba.
Desde desse dia comecei a vasculhar os túneis com mais minuciosidade. Posso dizer que foram meses de pesquisa, não virtual, mas sim visual daquele lugar.
Descobri que existe uma passagem que liga as linhas 1 (azul - sul-norte) e 2 (vermelha - leste-oeste). Essa passagem é somente para os trens e nunca teriamos acesso se não fosse por minha curiosidade.
Explico tudo a vocês: na saída da estação Sé, indo para a estação Dom Pedro, existe uma parede e quando termina essa parede começa a entrada ou saída dessa passagem. O mesmo acontece para quem vem da estação Liberdade (azul) para a Sé (central), neste caso o túnel sobe.
Sendo assim, os trens vêm e vão para qualquer lugar dentro dos limites do Metrô. Inclusive a linha verde, lá há uma passagem semelhante.

Lembrei desse episódio hoje e resolvi publicar. Quando passarem, por lá, prestem atenção. Vocês irão verificar.

Abraços da redação.

quarta-feira, 30 de março de 2011

Espírito revolucionário de 1932

Das treze listas nascestes
O escudo constitucionalista
Honrastes a tua gente
Degladiando contra os varguistas

Com menos combatentes em relação aos do governo
Levantou muitos heróis
Nas trincheiras paulistas
A Santificada reinou com glória

Com as armas municipais e estaduais extintas
Nosso lema era lutar
Os paulistas cravaram no peito
Que a ditadura iriam eliminar

Nosso símbolo, hoje, é a bandeira paulista
Honra em 32 e memória ao MMDC
Em nove de julho tudo começou
Para mostrar a bravura e se Deus permitir não morrer

Mas se a morte vos perseguir
De vosso sangue iremos lembrar
Com os versos de Guilherme de Almeida
Um mausoléu iremos levantar

Nos quatro cantos de nosso estado
Vemos lutas e glórias
Se a Revolução não fizesse presente
Vargas reinaria outrora

Lutemos, oh!, amados irmãos paulistas
32 nasceu para nos ensinar
Jamais abandonarmos a Santificada
Com o Brasil estaremos nas cruzadas
Revogando a ideia de nos individualizar

Este espírito de bravura
Foi levado ao combate
Sob a bandeira paulista
Tua família o ouro entregaste

Meu contributo e homenagem ao espírito de bravura dos paulistas do passado. Ao MMDC e à Revolução Constitucionalista de 1932. A carne jorrou sangue, que caiu sobre a terra e morreu - sobretudo o espírito reina até os dias de hoje - para amar o 9 de julho.

"Viveram povco para morrer bem, morreram jovens para viver sempre" - Guilherme de Almeida

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Museu do Ipiranga

Ontem, 25/01/11, fui ao Museu do Ipiranga. Um espaço histórico, repleto de cenas da época do descobrimento. Comecei a visita pelo monumento à Indepedência, localizado na entrada do parque da Independência. Eu não sabia que aquele espaço estava aberto. Pelo que pesquisei, houve uma reforma recente, depois de anos fechado à visitação. Vasculhei cada pedaço da história disponível para olhos curiosos como os meus.
Sempre tive a curiosidade de ver a cripta de Dom Pedro l. Hoje pude entrar nela e sai com vontade de dizer tudo o que vi. O ambiente é escuro, apenas a luz do astro-rei ilumina a parte central de dentro da cripta, que passa por uma claraboia no alto do monumento. Há algumas luzes quentes internas, mas são apenas para penumbra, em dias que o sol não aparece. As paredes são em mármore negro, exatamente para dar a impressão de lugar fúnebre. À minha esquerda estavam o baú com os restos mortais do imperador, uma espada dourada e sua coroa, ao lado estava dna. Amélia de Beauharnais, à minha direita estavam os restos mortais de dna. Maria Leopoldina, ambas esposas de Dom Pedro l. Na parede que dá de frente para quem chega, é possível ver o brasão da família imperial. No alto, o brasão do Brasil Império.
Saindo da cripta, fui em direção ao Museu Paulista, hoje administrado pela USP. Até chegar lá, subi pela avenida central do parque. No topo da avenida, observamos as 27 bandeiras dos estados brasileiros, incluindo o Distrito Federal, marcas da República Federativa do Brasil.
Passei pelos jardins franceses e suas fontes magníficas, criados no ínicio do século XX e inspirados nos clássicos, como os do Palácio de Versalhes.
Como era aniversário da cidade de São paulo, a entrada foi gratuita. Ajudando, assim, quem deseja conhecer mais a história do Brasil.
Fiquei quase 3 horas em visitação. Havia salas frescas e outras nem tanto, tal como a sala dos móveis e camas do meio do século XlX. Muito abafada e sem abertura para entrada e saída de ar. Outras, no entanto, estavam climatizadas e cheias de câmeras de vigilância.
Por dentro e por fora o museu é lindo. Descobri que de dois anos para cá, os calabouços, aterrações do prédio, foram abertos para visitação. O mais impressionante não são as obras que lá estão, mas o fundo, o começo de tudo, o alicerce que é a estrutura de todo aquele monstro da história de edificações de São Paulo.
Para quem não conhece, há salas de armas, carruagens, peças de porcelana antigas. Um convite para o deslumbramento das crianças.
Visitem e surpreendam-se com cada pedacinho de nossa história.

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Hino Paulista



Paulista, pára um só instante

Dos teus quatro séculos ante
A tua terra sem fronteiras,
O teu São Paulo das "bandeiras"!


Deixa atrás o presente:
Olha o passado à frente!


Vem com Martim Afonso a São Vicente!
Galga a Serra do Mar! Além, lá no alto,

Bartira sonha sossegadamente


Na sua rede virgem do Planalto.

Espreita-a entre a folhagem de esmeralda;

Beija-lhe a Cruz de Estrelas da grinalda!

Agora, escuta! Aí vem, moendo o cascalho,
Botas-de-nove-léguas, João Ramalho.
Serra-acima, dos baixos da restinga,
Vem subindo a roupeta

De Nóbrega e de Anchieta


Contempla os Campos de Piratininga!
Este é o Colégio. Adiante está o sertão.
Vai! Segue a entrada! Enfrenta!
Avança! Investe!


Norte - Sul - Este - Oeste,
Em "bandeira" ou "monção",
Doma os índios bravios.


Rompe a selva, abre minas, vara rios;
No leito da jazida
Acorda a pedraria adormecida;

Retorce os braços rijos
E tira o ouro dos seus esconderijos!


Bateia, escorre a ganga,

Lavra, planta, povoa.
Depois volta à garoa!


E adivinha através dessa cortina,
Na tardinha enfeitada de miçanga,


A sagrada Colina

Ao Grito do Ipiranga!

Entreabre agora os véus!


Do cafezal, Senhor dos Horizontes,

Verás fluir por plainos, vales, montes,

Usinas, gares, silos, cais, arranha-céus!

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Hino ao soldado Constitucionalista de 1932




Salve os heróis de "32"

das falanges paulistas
que ao vosso lábaro das treze listas
deste o sangue, a vida, o amor!
Bravos soldados, titãs gigantes,
honrastes nossa História;
vosso São Paulo cobristes de glória,
que netos sois de Bandeirantes.

Salve, M.M.D.C!
Por nós tombastes, pelo direito,
A glória Deus vos dê,
por nosso sangue derramado,
no céu láurea de heróis.
Por vós São Paulo é glorificado.
Valentes, salve os Paulistas
dos batalhões constitucionalistas!

Salve os gloriosos, os batalhões
dos jovens estudantes
do "Borba Gato", salve os esquadrões
e o "Nove de Julho", também;
glória ao "Catorze" e às heroínas,
valentes enfermeiras
Salve os heróis de São Paulo, o pioneiro,
que amado a paz foi bom guerreiro!

Salve, M.M.D.C!
Por nós tombastes, pelo direito,
A glória Deus vos dê,
por nosso sangue derramado,
no céu láurea de heróis.
Por vós São Paulo é glorificado.
Valentes, salve os Paulistas
dos batalhões constitucionalistas!

Aos imortais, aos que lutaram
nos campos de batalha,
que por São Paulo o sangue derramaram
sem temer sibilar metralha,
a vós entoamos imorredouro
este hino de amor,
vosso valor paulista, o peito forte,
herói soldado até na morte.

Salve, M.M.D.C!
Por nós tombastes, pelo direito,
A glória Deus vos dê,
por nosso sangue derramado,
no céu láurea de heróis.
Por vós São Paulo é glorificado.
Valentes, salve os Paulistas
dos batalhões constitucionalistas!

terça-feira, 1 de setembro de 2009

99 anos de história



Salve o Corinthians, o campeão de todos os tempos, o maior campeão do século XX, da década passada, o maior campeão do ano que antecede o seu centenário. Salve o Corinthians, porque és o grande, o grande clube brasileiro. Não digo que és o mais brasileiro, digo o grande clube brasileiro. Reconhecido por todo o mundo por ter a maior torcida, que na verdade é uma nação de apaixonados pelo Clube há exatos 99 anos. Hoje comemoramos o 99º ano da vida do Corinthians, amanhã, ano que vem, comemoraremos o título da libertadores e o mundial, claro que o mundial será depois do centenário, porém sabemos que será bem vindo para fechar o ano do 100º aniversário do clube mais amado do mundo.

Salve o Corinthians, por proporcionar muitas alegrias aos seus torcedores.

Temos certeza do único espírito que acompanha o clube: Os jogadores, os cartolas, os boatos passam, todos passam, mas o Corinthians é para sempre.

Sou louco por Ti, meu Coringão.


Abner